A convite da Casa da América Latina (CAL), alguns dos Embaixadores da América Latina em Portugal, visitaram o estaleiro de Campolide do Plano Geral de Drenagem de Lisboa (PGDL) onde tiveram uma visita guiada ao maior túnel da obra.
O Plano Geral de Drenagem de Lisboa tem como objetivos gerais preparar a cidade para os eventos extremos provocados pelas alterações climáticas, reduzir significativamente as inundações e cheias e os consequentes custos sociais e económicos, criar a infraestrutura que permite a reutilização de águas para lavagem de ruas, regas de espaços verdes e reforço de redes de incêndio, fechando o ciclo urbano da água – permitindo diminuir a “fatura” da água potável na cidade. O Plano inclui a construção de dois grandes túneis de drenagem para transvase de bacias e a visita organizada pela CAL foi ao túnel Monsanto-Santa Apolónia que tem cerca de 5Km de extensão, o maior.
A visita teve início com uma sessão de apresentação do plano pela parte do Engenheiro Silva Ferreira, coordenador deste mega-projeto. José Fernando da Silva Ferreira é licenciou-se em Engenharia Electrotécnica em 1974 e é, desde Dezembro de 2014, o Coordenador da Equipa para a Implementação do Plano Geral de Drenagem de Lisboa.
Os Embaixadores tiveram conhecimento dos avanços da obra desde que nasceu em 2022 até ao presente dia, do objetivo do PGDL, a oportunidade de entender como tudo funciona, o método de trabalho das equipas e a implementação da grande máquina Oli na escavação dos túneis. Depois de uma sessão de dúvidas e perguntas satisfazendo algumas curiosidades, a Eng.ª Neusa Mota e a Arquiteta Rita Gomes, membros da equipa do PGDL, fizeram a visita guiada ao estaleiro de Campolide onde conheceram o local de entrada da Tuneladora, com a construção do Poço de entrada para a escavação do túnel Monsanto-Santa Apolónia, de 5,5m de diâmetro e cerca de 4Km de extensão e uma Bacia Antipoluição que vai permitir a retenção de poluentes arrastados pelas águas das chuvas.
O PGDL é uma solução que visa eliminar/reduzir os impactes sociais, económicos e ambientais associados às cheias e inundações. Prevê-se que as obras do plano terminem em 2030.
Pode acompanhar todo o desenvolvimento do projeto aqui.
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Publicado: Julho, 2026.
