Regressei recentemente de uma missão empresarial que organizámos, enquanto Câmara de Comércio Atlântico Sul (CCAS), a El Salvador, entre os dias 21 e 24 de Junho; e ao Panamá, entre os dias 24 e 26 de Junho. Esta foi a quarta missão organizada a estes dois mercados nos últimos dois anos. Para a CCAS, foi um privilégio contar com a confiança das empresas Work 3 e Balanças Marques em ambos os mercados e da Havelar em El Salvador.
A missão contou com o apoio determinante das autoridades de El Salvador e do Panamá. Quero deixar uma palavra muito especial à Embaixadora Rhina Bardi, que voltou a acompanhar a nossa missão em El Salvador; ao Embaixador José Mulino Quintero, que nos deu todo o apoio através da equipa da Embaixada na República Portuguesa e da ProPanamá, na Cidade do Panamá; e ao sempre disponível Embaixador Paulo Chaves, representante de Portugal no Panamá e que também tem a seu cargo a representação do nosso país em El Salvador. Estes três diplomatas demonstram, na perfeição, o papel crescente que a diplomacia económica desempenha nas representações dos países no exterior.
Quem visita hoje El Salvador encontra um país muito diferente daquele que, durante anos, protagonizou notícias internacionais pelas piores razões. A segurança pública trouxe aos salvadorenhos confiança, sendo perceptível um ambiente favorável ao investimento e ao desenvolvimento económico, que avança através de vários projetos públicos e privados. O Panamá, por seu lado, continua a afirmar-se como um dos países política e economicamente mais estáveis da América Latina, um grande centro logístico e financeiro, que sabe beneficiar da sua localização privilegiada e da sua reconhecida abertura ao comércio internacional.
As empresas portuguesas são hoje reconhecidas pela qualidade dos seus produtos e serviços, pela sua capacidade tecnológica e pela confiança que transmitem aos clientes e parceiros internacionais. Isso ficou bem patente nestes cinco dias de trabalho. Ao longo desta e das missões anteriores, sentiu-se um interesse genuíno dos agentes económicos dos dois países em conhecer melhor Portugal e em estabelecer relações de longo prazo com o nosso tecido empresarial. Pode mesmo afirmar-se que este é um sentimento comum aos países do espaço latino-americano que temos visitado.
Regressámos, assim, desta missão com satisfação pelo trabalho realizado e com entusiasmo pelo que poderá nascer dos contatos estabelecidos. Agora, cabe-nos transformar essas oportunidades em projetos concretos e essas relações em parcerias duradouras. Temos defendido que Portugal deve olhar para a América Latina com mais atenção. Partilhamos afinidades históricas, culturais e sociais que facilitam o diálogo e criam um ambiente de confiança.
Instituições como a Casa da América Latina, com quem mantemos uma parceria há onze anos, têm justamente esta função: demonstrar que a economia não é uma área isolada e que pode beneficiar muito da proximidade linguística e cultural.
Filipe Vasconcelos Romão
Presidente da Câmara de Comércio Atlântico Sul
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Fotografias © Filipe Vasconcelos Romão
Publicado: Julho, 2026















