Christiana Figueres: “Um dos maiores desafios da humanidade é enfrentar as alterações climáticas”

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A Casa da América Latina marcou presença no Websummit deste ano no lounge da Women in Tech com uma apresentação da Startup Chile em estreita colaboração com a Embaixada do Chile. Dezenas de mulheres e alguns homens puderam conversar diretamente com Sebastían Diaz, Diretor da Startup Chile, e saber tudo sobre os programas de uma das maiores aceleradoras de mundo.

Centenas de latino-americanos com ou sem projetos, com ou sem startups, procurando investidores ou simplesmente tentando encontrar uma forma de se fixar na Europa através de Portugal, passaram por este certame.

Mas foi a diplomata costa-riquenha Christiana Figueres que colocou o dedo na ferida, que de uma forma muito pragmática e do alto do Centre Stage, abordou um dos maiores desafios da humanidade. O tema de trabalho de toda a sua vida que é o desafio das alterações climáticas e a urgência de alteração dos comportamentos individuais e coletivos. “Até 2030 todos, mas mesmo todos, temos de reduzir em 50% a nossa pegada ecológica. Isto se não quisermos desaparecer enquanto espécie. O mundo continuará a existir. Nós é que não”, foi uma das ideias defendidas por Christiana, enquanto comentava a ação dos EUA, que considerou uma “autoestrada em que todos estão a conduzir para o mesmo destino e um dos veículos decide virar para o lado que não é suposto“. Até porque considera que o problema real passa pelo facto de estarmos a ficar “sem tempo” e que, por isso, “temos de olhar para as mudanças sustentáveis de cima para baixo e de baixo para cima“, permitindo atacar o problema atempadamente e de todos os ângulos possíveis, desde o empresarial ao pessoal. Para Christiana, uma das soluções é, por exemplo, a eliminação dos combustíveis fósseis.

Christiana Figueres foi Secretária Executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC), entre 2010 e 2016. Assumiu a responsabilidade pelas negociações internacionais deste tema após a fracassada conferência de Copenhaga de 2009, e é uma das “arquitetas” do acordo de Paris em 2015. É atualmente uma das fundadoras da Global Optimism, empresa que transforma o pessimismo em “positivismo”, de forma a promover a mudança ambiental e social.

Fonte: DN / Espalha Factos