O Peru é um mar de oportunidades por explorar

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Os números não enganam. Com uma taxa de crescimento anual do PIB na ordem dos 5% ao longo dos últimos cinco anos, um endividamento externo abaixo dos 20% e mais de 20 acordos de livre comércio estabelecidos em todo o mundo, o Peru é “um mar de oportunidades por explorar” pelas empresas portuguesas.

Foi com visível entusiasmo que Luís Filipe Costa, administrador do Montepio Investimento, deu início ao encontro “Oportunidades de negócio no Peru”, organizado pela Casa da América Latina em parceria com Montepio e a Embaixada do Peru e o apoio da Associação Portuguesa dos Comerciantes de Materiais de Construção (APCMC).

À mesa, estiveram reunidos empresários portugueses do sector dos materiais de construção, presentes em outras geografias e que procuram diversificar mercados, no seu processo de internacionalização. Um caminho que não raras vezes passa pela presença em feiras internacionais como a Excon, a segunda maior feira de construção da América Latina, que se realiza em Lima, já em Outubro.

“O ano passado fizeram-se mais de 320 reuniões de negócios (70% das quais com clientes novos), que se traduziram num investimento de 12 milhões de dólares em apenas dois dias”, enalteceu Juan Luis Kuyeng, conselheiro económico da Embaixada do Peru e representante em Portugal do Ministério do Comercio Exterior e Turismo daquele país. No ano passado, as empresas portuguesas foram responsáveis pelo segundo maior volume de negócios da Excon, ao movimentar mais de 1,5 milhões de dólares.

Números que Elmer Lava, responsável da Prom Peru que participou na sessão por videoconferência, espera aumentar em 2015. “Queremos convidar 50 empresas da Europa e América, regiões que vemos como estratégicas para as trocas comerciais”. A isto, juntam-se os importadores e exportadores peruanos escolhidos a dedo, e uma agenda individual personalizada que ajude a capitalizar a presença das empresas no certame.

Antes de encerrar a sessão, Kuyeng sublinhou que no Peru a política económica é uma questão de Estado e não de Governo – algo que pode ajudar a explicar a estabilidade do crescimento peruano. “Temos dezenas de acordos de livre comércio com diferentes Estados na União Europeia, com o Japão, China, o Brasil, a Argentina… Foram celebrados com o Estado e, por isso, resistem às mudanças de Governo”, esclareceu.

Depois desta apresentação, o encontro entre o representante peruano e empresários portugueses prosseguiu com a realização de reuniões, acompanhadas por Cristina Valério, Coordenadora de Programação Económica e Empresarial da Casa da América Latina.

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