Estudos inovadores sobre escrita, desempenho das empresas e biocombustíveis vencem Prémio Científico Mário Quartin Graça

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Ana Rita Sousa, Ricardo Zimmermann e Monique Branco são os vencedores do Prémio Científico Mário Quartin Graça, uma parceria entre o Banco Santander e a Casa da América Latina, que celebra este ano a sua 11ª edição.

Ana Rita Sousa, de nacionalidade portuguesa, venceu na categoria de Ciências Sociais e Humanas com a tese “Mecânica de uma personagem: paisagem, escrita, autoria”, apresentada na Universidade de Coimbra. O júri destacou o seu estudo inovador sobre dois escritores contemporâneos: a portuguesa Maria Gabriela Llansol e o chileno Roberto Bolaño, acrescentando que a tese incide nas várias estratégias textuais que cada um desses escritores desenvolveu no decurso da sua trajetória e, em especial, nos processos de construção das suas personagens.

Ricardo Zimmermann, de nacionalidade brasileira, destacou-se na categoria Ciências Económicas e Empresariais com a tese “Inovação e gestão da cadeia de abastecimento: estratégias, capacidades e o efeito do alinhamento sobre o desempenho das empresas” realizada na Universidade de Aveiro. Neste caso, o júri considerou uma investigação particularmente inovadora, não só por demonstrar diferenças na aplicação e nos resultados relativamente à adoção de estratégias de gestão, como também por confirmar o impacto que as capacidades de inovação podem ter no desempenho empresarial e o efeito moderador das estratégias de gestão das cadeias de abastecimento.

Monique Branco, de nacionalidade brasileira e portuguesa, foi a vencedora da categoria de Tecnologia e Ciências Naturais, com o trabalho “Análise quantitativa da sustentabilidade para a terceira geração de biocombustíveis utilizando dados de processo de uma biorrefinaria de microalgas”, elaborado na Universidade do Porto e na Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ). Um estudo que pretendeu analisar a composição bioquímica e a viabilidade técnico-económica de uma biorefinação, em escala piloto ao ar livre sob condições naturais no Chile, para produção de biocombustíveis e compostos de alto valor.

Ao vencerem as respetivas categorias, cada investigador recebe um prémio pecuniário de 3.000 euros.

Esta foi a 11ª edição do Prémio Científico Mário Quartin Graça que, ao longo da sua existência, tem promovido o mérito das teses de doutoramento, em especial, das que demonstram interesse para as Universidades de Portugal ou da América Latina, ou que resultam, na sua elaboração, da colaboração entre Universidades dos dois lados do Atlântico.

Até à data foram atribuídos mais de 33 prémios e recebidas 723 candidaturas, sendo o maior número proveniente de Portugal e do Brasil. Nesta edição, foram avaliadas mais de 85 teses.

O Júri do Prémio é constituído por Arlindo Oliveira, Professor do Instituto Superior Técnico; João Proença, Professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto; Pedro Cardim, Professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa; João Paulo Velez, Diretor de Comunicação e Marketing Corporativo do Santander Portugal; e Manuela Júdice, Secretária-Geral da Casa da América Latina.

Esta iniciativa reflete o compromisso do Santander no apoio ao Ensino e ao Conhecimento, e pretende estimular a formação de estudantes latino-americanos e portugueses em temas de interesse mútuo para Portugal e a América Latina.