Exibição de “História Antes de Uma História”

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20 de Março
19h00
Casa da América Latina

A Casa da América Latina exibe, no dia 20 de Março, às 19h00, o filme de animação “História Antes de Uma História”, de Wilson Lazaretti, no âmbito do MONSTRA Festival.

Doutor K, um velho e sábio desenhador de oitenta anos de idade, cria personagens e animações para mostrar, mesmo sem grande conhecimento, como se pode fazer um desenho animado. Dr. K conta, ainda, com a ajuda das personagens que ele próprio cria para ajudá-lo na tarefa de animar o mundo. Nesta longa caminhada ele encontra também vários instrumentos, que parecem, à primeira vista, estranhos, mas que o ajudarão a desvendar os grandes mistérios da técnica da animação.
Mas isto não é tudo, o mais difícil é contar uma história nova, para isso terá que vencer conflitos e encontrar a solução ao filme, onde quer que ela esteja.

Wilson Antonio Lazaretti, nasceu a 15 de Março de 1953 e é natural de Valinhos-SP.
Começou por trabalhar como mecânico geral, auxiliar de escritório, gestor de stock em diversas empresas até conseguir um lugar na TV Cultura de São Paulo como desenhador auxiliar.
Trabalha desde 1990 como Professor Assistente na Carreira Magistério Artístico na Universidade Estadual de Campinas – Instituto de Artes, Departamento de Artes Plásticas. É também o fundador, presidente e coordenador técnico do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas desde 1975.
Conta já com cerca de 92 filmes, tendo recebido, em 1999, uma Homenagem no Anima Mundi.

“Fico muito emocionado quando as pessoas me perguntam sobre a produção deste filme e é sempre um prazer responder, pois toda história se tece de mil histórias. Ele carrega no título algo de muito longo, pertinente a todo animador e professor de animação, não é um peso em si, mas a nossa própria história, a vivência de cada animador no seu dia a dia. Apesar de abordar uma visão muito particular do que pode ser a arte de animação, não é um filme autobigráfico, nem tampouco exagera nas informações didáticas, creio que vai um pouco além, trabalha com a espécie de metalinguagem, um recurso muito utilizado em toda a arte de contar histórias. Mas tudo não me veio de uma só vez. O processo de produção durou 13 anos, tempo suficiente para atravessar várias metalinguagens, passar por todos os processos cruéis de produção e chegar no filme como está. Mas o processo é semelhante ao trabalho de um pedreiro que constrói casas assentando tijolo por tijolo, sem preocupar-se com o tempo e dali a pouco a casa está erguida e o tempo gasto não tem mais importância. Precisamos do tempo para depois desprezá-lo, acho que é a função de todos nós, não só dos animadores.

Obtive vários retornos do público, entre eles encontra-se o da estudante de cinema Camila Franco de 22 anos: “Esse filme teria mudado a minha infância”. Por esta expressão vocês podem perceber o quanto é gratificante realizar cinema de animação e que nos leva ao encontro de uma tão sonhada, antiga e vã filosofia para a construção de um mundo harmônico, feliz e certamente animado.

Participar deste evento é algo inquietante que completa a nossa produção. A Monstra contribui, certamente, para a construção deste sonhado mundo e, melhor do que isso, trabalha sem se importar com o tempo para que isso aconteça.

O Festival Internacional de Animação de Lisboa conserva a simpatia de seus trabalhadores, a alma portuguesa de todos os tempos e o amor que todo filho encontra quando retorna à casa de seus pais.”

Wilson Antonio Lazaretti

wilson