Claudio Hochman fala de ‘Que no lo vea mi madre’

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Esta é a história de uma mulher que vai lentamente dando a conhecer traumas da sua infância?

Eu não lhe chamaria traumas. São as suas histórias, as suas recordações, as suas vivências. Como sempre, há partes que que nos fazem bem e outras que nos fazem mal, que nos vão construíndo. Eu diria que é uma viagem que a actriz faz, visitando-se, trazendo à superfície cargas que transforma em poesia.

Os contos, infantis neste caso, são uma realidade muito forte na América Latina. De que modo vos influenciaram?

Tudo começou com as respostas negativas da Claudia [Verdecchia] a contar contos infantis nos seus espectáculos. Ela rejeitava, ainda que o mercado lho pedisse. Um dia arrancámos e foi o detonador: fomos descobrindo pouco a pouco a influência que esses contos têm na sua vida.

De que modo é representada nesta peça a realidade da vida numa povoação remota da Patagónia?

Tentamos que o público sinta a solidão, o vento que leva tudo, da Patagónia, esse espaço tão vazio. Os materiais que utilizamos ajudam a criar essa atmosfera. Tudo está muito ligado à terra.

Vicent Villa apelidou esta obra de “poética do quotidiano”. Como interpretam esta designação?

Concordo. Uma pessoa pode desnudar-se de várias formas. Nesta obra, Claudia abre a sua alma poeticamente, deixa-nos espiar a sua vida, emociona-nos, toca-nos.

O que pode o público esperar desta peça?

É um espectáculo que tem como alvo a emoção.