CAL promoveu seminário com Vieira de Almeida

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A Casa da América Latina, em parceria com a sociedade de advogados Vieira de Almeida e Associados, organizou no passado dia 27 de Março um Seminário sobre a Internacionalização para os países da América Latina. A sessão de trabalhos teve início com a intervenção de Fernando Resina, sócio da VdA, que agradeceu o contributo das embaixadas para a realização do seminário. “A participação dos senhores Embaixadores foi fundamental na preparação deste seminário”, referiu, aproveitando a ocasião para falar sobre a relação entre a sociedade e a Casa da América Latina, que apesar de recente é sólida.

Nuno Castelão, Head of International Relations da VdAtlas, falou sobre a presença do escritório de advogados nos diferentes países, referindo que a sociedade acaba de abrir um escritório em Timor Leste e que a VdA tem uma presença forte na associação Club de Abogados, o que facilita os contactos com a América Latina.

A Secretária Geral da Casa da América Latina, Manuela Júdice, começou por referir a relação entre a CAL e a VdA – “não é uma relação de há muitos anos, mas é muito intensa” -, após o que centrou a sua intervenção nos esforços que são necessários para promover a cultura portuguesa nos países da América Latina, e para facilitar a divulgação da cultura latino-americana no nosso país. A internacionalização da cultura portuguesa nesses países é de grande importância e o papel da CAL como facilitadora desses contactos é fundamental, referiu.

A ordem de trabalhos seguiu com a intervenção do Embaixador da República Bolivariana da Venezuela, Lucas Rincón Romero, que falou sobre a América Latina e a o desenvolvimento da economia nos últimos anos: “reduzimos a pobreza e aumentámos a classe média”. Lucas Rincón Romero referiu ainda a importância da promoção de relações com os vários países. O Embaixador terminou o discurso mencionando que “a América Latina sempre foi um sítio de oportunidades”.

“O número de empresas latino-americanas em Portugal é cada vez maior”, referiu Vital Morgado, Administrador da AICEP, dizendo que “a América Latina é um mercado de grandes oportunidades e por isso Portugal tem procurado estabelecer relações com os países”. O Brasil é o principal destino na América Latina das exportações portuguesas, por isso a AICEP tem desenvolvido no país campanhas de promoção de Portugal. Segundo o Administrador da AICEP, a Venezuela também se tem apresentado como um mercado de oportunidades: “o senhor embaixador da Venezuela tem dado um grande impulso para as empresas portuguesas se fixarem no país”. Vital Morgado falou ainda sobre o aumento de exportações para outros países na América Latina nos últimos anos, como é o caso da Colômbia e do Peru, e referiu a importância das acessibilidades nas relações comerciais, salientando que a TAP irá inaugurar voos semanas para o Panamá e para a Colômbia.

Paulo Barros Baptista, sócio da VdA, apresentou os principais aspectos a ter em conta no início do processo de internacionalização de uma empresa. Referiu que o processo se inicia com a identificação da oportunidade e que a escolha de um parceiro local é fundamental neste processo, pois esse é um momento chave para uma boa internacionalização. O sócio da VdA falou ainda dos aspectos a ter em conta quando se parte para uma internacionalização, como por exemplo a estabilidade político-económica do país, a credibilidade e influência do parceiro local, o regime fiscal e laboral. “Hoje em dia Portugal passou a ter um regime fiscal que é dos mais competitivos a nível europeu”, referiu Tiago Marreiros Moreira. O sócio da VdA falou ainda dos golden visa portugueses e da importância da fiscalidade no processo de internacionalização.

Para finalizar o seminário seguiu-se um debate moderado por Eduardo Lobo Martines, Head of Business & Practice Brasil VdAtlas, com a intervenção de um responsável do Banco Santander Totta e de dois casos de sucesso da internacionalização de empresas portuguesas: a Quidgest e o Grupo Mota-Engil. O Banco Santander Totta apresentou os apoios do International Desk para as empresas que pretendam iniciar o seu processo de internacionalização. Uma das sugestões deixadas pelo Grupo Mota-Engil às empresas presentes foi que “na escolha do seu parceiro local, para além da saúde financeira, tenham sempre em conta o modelo de governação da empresa que pretendam como parceira, pois essa sintonia permitirá estabelecer uma relação sólida, duradoura e ganhadora.”

Saiba mais:
Discurso do Embaixador da Venezuela
Apresentação da AICEP
Apresentação do Banco Santander Totta
Apresentação do Embaixador da Venezuela
Apresentação da Quidgest