Ao longo de dois dias, propomos um percurso por diferentes olhares e linguagens cinematográficas, unidos por uma profunda ligação à realidade argentina, entre o humor, o drama e a introspeção.
Programa:
Dia 26
“Granizo”, de Marcos Carnevale – 16h
Uma comédia dramática que acompanha um meteorologista de televisão cuja credibilidade é posta em causa após falhar uma previsão crucial. Entre o colapso público e a fuga para o interior do país, o filme explora temas como o orgulho, a vulnerabilidade e a possibilidade de recomeço, com um toque de humor característico do cinema argentino.
“Gozo”, de Marcos Carnevale – 19h
Nesta obra, Carnevale mergulha nas complexidades do desejo, das relações afetivas e das convenções sociais. Com uma abordagem simultaneamente leve e provocadora, o realizador constrói uma narrativa sobre liberdade emocional e as contradições da vida moderna.
Dia 27
“Días de vinilo”, de Gabriel Nesci – 16h
Uma celebração da amizade e da música, este filme acompanha quatro amigos que enfrentam os desafios da vida adulta enquanto permanecem ligados por uma paixão comum pelos discos de vinil. Entre encontros, desencontros e amadurecimento, revela-se um retrato geracional nostálgico e afetuoso.
“El castigo”, de Matías Bize – 19h
Num registo mais íntimo e intenso, este drama acompanha um casal que, durante uma viagem, enfrenta uma situação limite envolvendo o seu filho. Filmado com proximidade emocional e tensão crescente, o filme interroga as fronteiras da parentalidade, da culpa e da responsabilidade.
Embora distintos no tom, do humor ao drama psicológico, todos partilham uma atenção particular às emoções humanas e aos vínculos interpessoais. Seja através da leveza das relações de amizade, da crise individual ou dos dilemas familiares, estes filmes revelam uma Argentina multifacetada: urbana e rural, nostálgica e contemporânea, íntima e universal.
Este ciclo é uma oportunidade para mergulhar na riqueza do cinema argentino e refletir sobre aquilo que nos aproxima enquanto espectadores: histórias profundamente locais que, paradoxalmente, falam de todos nós.
Esperamos por si.