Argentina alarga quarentena e prepara-se para 100 dias de confinamento

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Contudo, Alberto Fernández anunciou que se passa do isolamento ao distanciamento social nas zonas sem contágio comunitário.

“Vamos ampliar o isolamento por mais 21 dias, até 28 de junho, mas, desta vez, vamos fazer uma diferenciação. Nas áreas com contágio comunitário como Buenos Aires, Córdoba, Rio Negro e Chaco, continuará como está. No resto do país vamos passar do isolamento ao distanciamento social”, afirmou a partir da residência oficial de Olivos, na grande Buenos Aires.

O Presidente explicou que, fora as áreas onde o vírus circula com velocidade, os argentinos já não precisarão ficar confinados em casa, embora tenham de continuar com cuidados estritos. Porém, as zonas mais ricas do país nas quais se concentra quase metade da população, como as áreas metropolitanas de Buenos Aires e de Córdoba, vão continuar como no primeiro dia.

“Mais de 90% dos novos contágios acontecem na área metropolitana de Buenos Aires”, justificou. 

O anúncio também marcou uma modificação: desde que começou a quarentena total e obrigatória na Argentina em 20 de março, os anúncios apontavam a um horizonte de duas semanas, que agora passam a três.

“Os epidemiologistas preferem uma regra de mais longo prazo para diminuir a ansiedade na população do que aconteceria em duas semanas”, argumentou Fernández.

Nas últimas duas semanas, multiplicaram-se manifestações de comerciantes, economistas, empresários e opositores a favor de mais flexibilizações, a exemplo do que ocorre em países que conseguiram controlar o vírus.

Com 20.197 contagiados e 608 mortos, a Argentina está entre os países com melhor resultado entre os países vizinhos. No entanto, apesar de celebrar os bons números, o Presidente não cedeu aos apelos, ao contrário de Paraguai, Uruguai, Equador, Brasil e México que iniciaram a flexibilizações das suas restrições nos últimos dias.”Todos gostaríamos de voltar à nossa vida, mas essa é a realidade. E isso que fazemos tem sentido de ser feito, tem sentido continuar”, afirmou Fernández. 

O presidente apresentou um quadro para mostrar o bom desempenho argentino, comparando-o com o dos países vizinhos no que diz respeito às mortes por milhão de habitantes. A Argentina (12,8) é o terceiro melhor, apenas atrás de Paraguai (1,5) e de Uruguai (6,5), os dois de melhor desempenho, respetivamente. Bem melhores do que Colômbia (21,7), Bolívia (32,4), Chile (65,5), México (91,8), Peru (150), Brasil (153,8) e Equador (199,1).

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