Alberto Manguel é o novo director da Biblioteca Nacional Argentina

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O escritor Alberto Manguel é o novo director da Biblioteca Nacional Argentina, cargo que assumirá apenas a partir de Julho. O anúncio foi feito pelo ministro da Cultura argentino Horacio González em comunicado oficial.

“Sinto-me profundamente honrado por receber este convite. A lista dos meus antecessores é tão intimidante quanto desafiante”, disse Manguel desde Nova Iorque, cidade onde actualmente reside.

Apesar de ter nascido em Buenos Aires em 1948, Alberto Manguel foi criado em Tel Avive (Israel), cidade onde o seu pai desempenhou as funções de embaixador (o primeiro argentino a cumprir esse cargo naquele país). Desde cedo que se destacou como um homem de letras, tendo editado ensaios, romances ou antologias, além de se aventurar na crítica literária ou na tradução.

A sua vasta obra, de onde se destacam “Uma História da Leitura” e “Dicionário de Lugares Imaginários”, foi traduzida em mais de 30 idiomas e distinguida com os prémios Médicis, McKitterick, Guggenheim ou a Ordem das Artes e Letras (França).

Em entrevista ao jornal argentino La Nación em 2015, afirmou que “não consigo imaginar um futuro sem livros, tal como não consigo imaginar um futuro sem transportes ou roupa. O livro mudou várias vezes de forma ao longo dos séculos e acredito que o livro do futuro será apenas uma variação do que temos hoje”.

Pablo Avelluto, director cessante da Biblioteca Nacional Argentina, considera que “Alberto Manguel é um dos intelectuais argentinos com maior reconhecimento lá fora e, além disso, é uma das pessoas no mundo que mais sabe sobre bibliotecas. Tem também duas virtudes que é raro encontrarmos na mesma pessoa: é um escritor exímio e, ao mesmo tempo, um perito no campo da bibliotecologia”.