Cidades sustentáveis na América Latina

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O conceito de smart-cities (cidades inteligentes e auto-sustentáveis) ainda é recente, mas há já várias empresas portuguesas a apostar nesse conceito dentro e fora de portas. A propósito da iniciativa “Cidades Sustentáveis na América Latina”, promovida pelo International Finance Corporation (IFC), algumas delas estiveram reunidas no Salão Nobre do Ministério das Finanças, em Lisboa, no passado dia 20 de Abril, onde apresentaram algumas soluções inteligentes para o presente e para o futuro.

EDP, SIMTEJO, Águas de Portugal, CEIIA e Sustainable Habitat Cluster. Apesar de actuarem em áreas diferentes, estas empresas têm o objectivo comum de desenvolver modelos de sustentabilidade que possam em breve ser aplicados às grandes cidades do mundo. E se as experiências são para já feitas em pequena escala – como a EDP, por exemplo, que instalou iluminação pública auto-regulável e contadores inteligentes na cidade de Évora -, a ideia é que no futuro, mega-cidades como São Paulo ou Lima possam usufruir de uma série de equipamentos cujo objectivo é melhorar a qualidade de vida dos seus cidadãos.

Embora reconheça que o caminho a fazer é ainda longo, José de Matos (Sustainable Habitat Cluster) acredita que a implantação destas ferramentas vai-se fazer de forma cada vez mais rápida, já que “a procura pela sustentabilidade é o mote para a inovação e a competitividade”. Américo Ferreira e Pedro Póvoa, das Águas de Portugal e SIMTEJO respectivamente, estão igualmente optimistas quanto à introdução destes equipamentos no mercado e lembraram a sua importância “no estabelecimento de padrões de consumo, na prevenção de acidentes ou na gestão remota da energia”. Até porque, tal como Catarina Selada (INTELI) frisou, “estes equipamentos são invisíveis. Correm por trás, sem interferir na vida normal das cidades e dos cidadãos”.

Mesmo com “muito trabalho a fazer nesta área”, Carlos Leiria Pinto, representante do IFC na região andina, fez questão de sublinhar que “a América Latina é o continente do século para investir”. E o que não faltam são diferentes áreas de investimento: “água, tratamento de resíduos, transportes e iluminação pública, estradas e todo o tipo de estruturas que melhorem e facilitem a vida dos cidadãos” são as áreas que precisam de se desenvolver, disse Jorge-Wong Valle, colaborador do IFC para o desenvolvimento.

Com o intuito de levar algumas das ideias apresentadas para aquela região, a iniciativa “Cidades Sustentáveis na América Latina” prolongou-se durante a tarde com uma série de encontros bilaterais entre os responsáveis das empresas e os representantes do IFC presentes na conferência.