Oportunidades empresariais no Peru com os Jogos Panamericanos 2019

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“O Peru está na moda? Pelo menos há dez anos. Mas em Portugal ainda somos desconhecidos. Esse desconhecimento é uma barreira ao estabelecimento de negócios, e esse tem sido o meu trabalho desde que cheguei há dois anos a Portugal. Levar empresas portuguesas a conhecer o Peru, a força da sua economia, a proteção que é dada ao investidor e a excelência dos nossos produtos”, referiu o diretor do OCEX – Escritório Comercial de Peru em Lisboa, Juan Luis Kuyeing, no passado dia 16 de setembro, num evento promovido pelo Ministério do Comércio e Turismo do Peru com o apoio da Embaixada do Peru em Lisboa e da Casa da América Latina.

“Os XVIII Jogos Panamericanos e VI Juegos Parapanamericanos de 2019 constituem o evento desportivo mais importante do continente americano e realizam-se pela primeira vez em Lima, no Peru. Decorrerão entre 26 de julho e 11 de agosto, envolvendo mais de 6500 atletas e 1,200 milhões de dólares de investimento. Trata-se do maior projeto de reabilitação urbana deste teor em Lima, e só a Vila Panamericana ocupará 44 hectares, mas o impacto na criação de novas infraestruturas e do conhecimento e inovação que todas estes projetos exigirão ao povo peruano e daqueles que se juntarem a nós, ficará para sempre”, afirmou a embaixadora do Peru, Lissette Nalvarte.

Raúl Barrios, secretario-geral da Associação Civil dos Jogos Pan-americanos 2019 e ex-presidente da Câmara de Comércio e Indústria do Peru, começou a sua conferência por apresentar a linhas estratégicas do Programa Económico para o Peru 2016-2021, que tem como mote “o desafio é crescer”. E, para isso, Barrios, definiu os dois principais requisitos desse programa: manter a estabilidade económica e fortalecer as instituições, apresentando os motores que potenciam o crescimento da economia, a saber: o aumento do investimento, da produtividade e das exportações.

Seguidamente, Barrios explicou porque é que o Peru é um país seguro para o investimento e estabelecimento de negócios: “porque nenhum outro país no mundo tem a proteção ao investidor consagrada na Constituição (artº 62) e o Peru tem”. A igualdade de tratamento a empresários nacionais e estrangeiros (artº 63) e a garantia dos direitos da propriedade privada (artº70) também aí estão consagrados, e esse principio preside a todo o sistema legislativo que regula a relação entre o setor público e privado.

O sistema de contratação pública, ou seja, “como vender ao Estado” foi sucintamente apresentando, tal como os diferentes incentivos que os Estado peruano oferece às empresas, justificando o ambiente favorável e transparente de estabelecimento de negócios no Peru, que servirá de base para a entrada de empresas portuguesas nesse país, através da participação no grande projeto nacional que serão os XVIII Jogos Panamericanos e VI Juegos Parapanamericanos de 2019.

Os grandes números deste projeto resumem-se em custos financeiros com a infraestrutura desportiva, 470 milhões de dólares (só a Villa Panamericana custará 180 milhões de dólares), gastos gerais de organização (430 milhões de dólares), infraestruturas viárias, hotéis, desenvolvimento de sistemas de comunicações e outros imprevistos, contemplados num total de 1,200 milhões de dólares.

“Está tudo por fazer e os portugueses têm um know-how que os peruanos não têm, pois nunca organizamos um evento desta dimensão. Existe liquidez financeira e seriedade na contratação, mas, o mais interessante deste processo é poder colocar empresas portuguesas a trabalhar lado a lado com empresas peruanas. É uma oportunidade única para entrar num mercado altamente competitivo e pela porta grande. Esperamos por vós, mas o tempo urge. Decidam depressa. Nós estaremos cá (através da OCEX) e lá (no Peru) para vós apoiar”, terminou Raul Barrios, que estará de novo em Portugal no dia 21 de outubro, para uma ronda de reuniões privadas com empresas interessadas em participar nos Jogos Panamericanos 2019.