Uruguai, um país de oportunidades

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É considerado o melhor país para viver na América Latina, o mais seguro, o mais estável a nível económico e social, o que apresenta a segunda maior taxa de crescimento no PIB per capita e aquele que mais deverá crescer em toda a América Latina (entre 2% a 3% por ano). Este é o Uruguai, país que motivou o encontro Oportunidades de Negócio no Uruguai, promovido pela Casa da América Latina, a Católica Lisbon School of Business & Economics e a Embaixada do Uruguai e que decorreu no passado dia 19 de Junho.

Frequentemente listada no top 25 de vários rankings internacionais de ensino, a Católica “começa a ser reconhecida pelo seu eixo trans-atlântico”, que liga a Europa, os Estados Unidos e a América Latina, “particularmente a Colômbia e o Brasil” referiu Francisco Veloso, director da Católica Lisbon School of Business & Economics na abertura o encontro.

“A economia uruguaia é aberta, com uma crescente projeção no mercado externo regional e internacional. A estabilidade da sua política económica, apesar da mudança partidária das diferentes administrações, própria de um regime democrático, tem sido determinante para o bom desempenho económico deste país”, começou por dizer Manuela Júdice na sua intervenção, antes de felicitar o papel de José Korzeniak no fomento das relações entre Portugal e o Uruguai.

Pouco depois, numa análise mais pormenorizada da presença portuguesa naquele país, Ricardo Vitória, Director do Serviço das Américas do Ministério dos Negócios Estrangeiros, destacou que entre 2009 e 2014 o número de empresas portuguesas naquele país passou de 69 para 116, o que se traduz num investimento total de 39 milhões de euros.

Um valor que na opinião do Director tem tudo para aumentar, principalmente em áreas como “as energias renováveis, as tecnologias de informação e o turismo, onde Portugal tem know-how suficiente para propiciar o diálogo entre os dois países”.
Ricardo Vitória manifestou-se esperançado na conclusão das negociações do Acordo Mercosul da União Europeia, fundamentais para incrementar as trocas económicas e pessoais entre as duas regiões. O dirigente do MNE apontou ainda a constituição de um eixo Portugal – Uruguai – África e a criação de um protocolo que permita reconhecer as qualificações académicas portuguesas no Uruguai e vice-versa como passos a tomar no futuro das relações entre os dois países.

Convidado a apresentar alguns dos indicadores mais recentes do Uruguai, José Ignacio Korneziak começou por destacar o crescimento económico acima da média do país, antes de lembrar a posição estratégica de que usufrui. “É um país virado para o Atlântico, mas com um olho no Pacífico”, disse o embaixador.

O Uruguai procura agora atrair mais investimento externo. Para tal, conta com zonas francas estabelecidas em várias regiões (onde as empresas têm vários benefícios ao nível fiscal e acesso a tecnologia de ponta, como a melhor banda larga da região), benefícios fiscais e isenção de rendas, além de uma série infra-estruturas modernas como portos e aeroportos que garantem ligações directas a toda a América Latina. “Neste momento existem quatro grandes oportunidades de investimento: na energia, na logística, na exportação de bens e na construção de infraestruturas”, destacou José Kozerniak.

Uma realidade que o Grupo E.T.E. (representado por Luís Figueiredo e Luís Mira Oliveira), conhece bem. Presente no Uruguai há dois anos, a empresa portuguesa é actualmente responsável pela construção, operacionalização e gestão do maior porto costeiro do Uruguai. Um negócio que foi conseguido “com tanto de sorte como de experiência” e que actualmente é responsável pelo transporte de mais de 150 mil toneladas de madeira por mês.

Para o fim ficou guardada a apresentação de Pedro Correia, Director de Negócio Internacional do Banco Santander Totta. Aquele que é o maior banco estrangeiro na América Latina apresentou o portal Santander Trade. A funcionar desde 2013, esta plataforma online procura facilitar a troca de conhecimentos entre empresas, ajudando assim à sua internacionalização. “O nosso objectivo é aumentar o fluxo comercial entre a Europa e a América Latina. Acreditamos na economia uruguaia, no seu sistema financeira e subscrevemos a confiança demonstrada neste encontro ”, resumiu Pedro Correia.