Acervo da FUNAG em exposição na CAL

Etiquetas: , , , ,
___________________________________________________________________________________

Mais de mil títulos editados em dez anos fazem da Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG) uma das mais importantes editoras do Brasil na área diplomática. Criada em 1971 pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a FUNAG tem-se destacado tanto pelo seu trabalho editorial, como pelo seu papel activo na difusão de conhecimento, servindo de elo entre a diplomacia e a sociedade civil.

Alguns destes trabalhos passaram pela Casa da América Latina entre os dias 26 e 29 de Maio, numa exposição organizada com o apoio da Embaixada do Brasil e que contou com apresentação de Mario Vilalva, Embaixador do Brasil em Lisboa.

Na sua intervenção, o Embaixador começou por esclarecer que a FUNAG se foca em áreas tão diversas como “a política externa, relações internacionais, história da diplomacia no Brasil, ensaios e conferências e até os grandes clássicos”, tendo como objectivo último a preservação da memória diplomática do país.

Vilalva destacou ainda o carácter inovador da FUNAG, “cujo acervo está disponível para consulta online e para download gratuito”. Um factor que, na opinião de Mario Vilalva, não só ajuda na difusão do conhecimento, como aproxima o Brasil de países como a China e a Alemanha, “os países que mais consultam a FUNAG”.

Em tom descontraído, o Embaixador brasileiro passou em revista alguns dos títulos a que a FUNAG dá chancela, aproveitando a ocasião para lembrar personagens icónicas como a do Barão do Rio Branco, ou até para recordar a forte herança africana no Brasil, “onde mais de 70% da população tem descendência africana”.

Para Portugal, sobraram elogios – para o Embaixador “a capacidade de articulação política portuguesa é uma das melhores do mundo, melhor até que a do Brasil” -, e até recomendações de obras – “esse aqui, sobre diplomacia marítima, é interessante para Portugal que anda a negociar o aumento da sua plataforma continental”.

Após a sessão de abertura, a exposição recebeu visitas de várias instituições universitárias de Lisboa, às quais foram doadas várias obras em exposição.