China troca empréstimos para investimentos na América Latina durante a pandemia

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Pequim fortalece sua presença com maior cooperação económica e sanitária.

No meio da crise de saúde causada pela pandemia do coronavírus, a China mudou o seu relacionamento com a América Latina. Pela primeira vez em 16 anos, os seus dois principais bancos de desenvolvimento, o China Development Bank (CDB) e o Export-Import Bank of China (Chexim), não concederam nenhum financiamento aos governos da região. Zero dólares, de acordo com dados compilados pelo Centro de Políticas de Desenvolvimento Global da Universidade de Boston e pelo Centro de Análise para o Diálogo Interamericano. As empresas chinesas, por outro lado, fortaleceram seus investimentos em infraestrutura, principalmente na forma de distribuição de energia elétrica, e a procura por matéria-prima continuou a aumentar, apesar de Pequim ter assumido um compromisso no início de 2020 com os Estados Unidos de aumentar as compras de produtos americanos até 200 bilhões de dólares (cerca de 164,540 milhões de euros) nos dois anos seguintes.

A Covid-19 também mudou a política de ajuda da China, que tradicionalmente não fazia parte do seu relacionamento com a América Latina. A China enviou ajudas diretas e na forma de equipamentos sanitários no valor de 214 milhões de dólares, quase metade desse valor destinado apenas à Venezuela (100 milhões). Diplomacia de máscara, alguns especialistas intitulam-na como a Diplomacia de máscara; a Rota da Seda da Saúde, foi rebatizada por Pequim.

Uma rota de saúde em sentido amplo que inclui, por exemplo, doações de tecnologia da Huawei para determinados países da região para apoiá-los a enfrentar a pandemia, como sensores de imagem para medir a temperatura dos viajantes no aeroporto de Ezeiza (Argentina), ou sistemas auxiliares para o diagnóstico de covid-19 em hospitais em Quito (Equador) ou na República Dominicana.

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