A produção de audiolivros em espanhol finalmente aumentou

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Há poucos meses, o facto de um autor considerar a publicação do seu livro em formato de áudio dependia mais da vontade do seu editor do que de uma decisão consciente. Observava-se com certa distância, que se adivinhava muito lenta. Espanha, com 3% do consumo dos leitores com mais de 14 anos (de acordo com o estudo de 2020 ‘Hábitos de leitura e compra de livros em Espanha’ da Federation of Publishers Guilds), encontrava-se particularmente desligada desta tendência, em aumento constante noutros países.

A pandemia, que levou a um confinamento geral em março de 2020, mudou de maneira radical e súbita essa atitude face ao audiolivro, algo que não se pode desligar da evolução dos hábitos dos leitores durante este período. Por um lado, as vantagens clássicas deste formato adquiriram um particular atrativo: o preço, sensivelmente mais barato que o impresso, a facilidade de armazenamento, a drástica familiaridade com a tecnologia a que as circunstâncias obrigaram jogaram a seu favor.

Por outro lado, e comparado ao livro digital, o audiolivro oferece inúmeras e novas oportunidades: a possibilidade de compatibilizar a escuta com outras atividades, a opção de melhorar a aprendizagem de uma língua com a escuta da leitura de um ator nativo, que combate as dificuldades de concentração exigidas pela leitura convencional, sem falar na acessibilidade para pessoas com problemas de visão ou de leitura. Além disso, a oferta de títulos aumentou em muito pouco tempo.

Autores e editores, com enormes problemas na distribuição convencional devido ao encerramento temporário ou definitivo dos pontos de venda, manifestaram um novo interesse pelo audiolivro. A transcrição direta de obras já publicadas tornou-se um fenómeno tão normalizado nos últimos meses que não são poucas as novidades que aparecem ao mesmo tempo no formato convencional e em audiolivro.

Fonte: El Observador