Cosec estima que medidas de confinamento podem custar mais de €2 mil milhões ao comércio internacional de mercadorias

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As medidas de confinamento implementadas por todo o mundo para combater a propagação do novo coronavírus, e a consequente retoma da actividade de forma desfasada entre países poderão custar €2,2 mil milhões ao comércio internacional de mercadorias, o equivalente a uma subida de 11 pontos percentuais nas tarifas à importação por parte de todos os países, para os 17%, estima a Euler Hermes, accionista da Companhia de Seguro de Créditos (COSEC).

De acordo com o estudo “COVID-19 losses equivalent to a return of 1994 tariffs”, recentemente lançado pelo grupo líder mundial em seguro de créditos, mesmo após o fim do confinamento, o facto de haver regras diferentes entre Estados sobre a circulação de bens, serviços e pessoas pode gerar incerteza, assimetria de informação e uma sobrecarga regulatória sobre as empresas, impedindo o comércio global de voltar ao normal.

Os economistas alertam ainda para o impacto que as políticas protecionistas podem ter no agravamento da crise sanitária nos países em desenvolvimento. O Brasil, a Argentina e a Argélia, seguidos da África do Sul, Marrocos, Indonésia, Colômbia, Malásia, México e Chile, são países cujas importações de produtos relacionados com a crise sanitária da Covid-19 estão fortemente concentradas em três principais parceiros e onde as tarifas sobre esses produtos são mais elevadas em relação ao resto do Mundo.

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