Mulheres empreendedoras e Startup Chile

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“Somos gente empreendedora, lutadora e de palavra. Portugal foi o primeiro país a reconhecer a independência do Chile e essa boa relação tem de se traduzir no incremento de mais negócios entre Portugal e Chile” referiu o Embaixador do Chile em Portugal, Pedro Pablo Díaz, na abertura Workshop da Start-up Chile sobre um programa específico dirigido a mulheres fundadoras de projetos de base tecnológica que decorreu no dia 5 de novembro, na AIP-CCI – Associação Industrial Portuguesa – Câmara de Comércio e Indústria, com o apoio da Casa da América Latina e da Embaixada do Chile.

“Quanto a competências académicas e cognitivas para área da tecnologia, homens e mulheres são exactamente iguais. As razões para existirem menos mulheres no setor da tecnologia são fundamentalmente culturais e sociais. Precisamos de mais mulheres líderes, fundadoras de empresas, necessitamos de mais “women in tech”. “

E porquê? Porque a inovação vem da diversidade e o género é um fator muito importante para obtermos abordagens diferentes para um mesmo desafio.”

Porque é que criamos a Startup Chile? Startup-Chile surgiu após um grande terramoto, uma crise grave no Chile, surgiu como uma forma de projetar o Chile como um país onde a inovação pudesse acontecer. Foi e é um investimento governamental! Quando o mundo se “fechou” com a crise de Subprime em 2008, o Chile “abriu as suas portas” e criou programas para atrair empreendedores e inovação, oferecendo financiamento, tornando-se uma das 10 melhores aceleradoras do mundo.”

E porquê mulheres? Detetámos que as startups lideradas por mulheres mantém-se financeiramente estáveis durante mais tempo e resistem mais às adversidades. As mulheres são mais competentes que os homens, embora menos confiantes. A 13 de dezembro vamos abrir novas candidaturas para o programa S Factory, um programa para empreendedoras mulheres, focado em startups que estão em fase inicial. As participantes podem chegar com uma ideia pouco desenvolvida ou até ter um protótipo já feito. O importante é que todas as startups participantes tenham menos de seis meses de existência. O financiamento pode ir até 80 000 euros. E esperamos pelas candidaturas portuguesas” explicou Sebastián Díaz, Diretor da Startup-Chile, que adora Lisboa e acredita que um dos impedimentos para um melhor ambiente de negócios entre os dois países é o desconhecimento mútuo e para colmatar isso realizamos estes eventos, na AIP-CCI e dia 7 com a DNA Cascais no Websummit, loundge Women in Tech.”

A iniciativa terminou com a intervenção de Vanessa Cunha uma empreendedora portuguesa que está a desenvolver neste momento o Projeto LORO – um dispositivo para que utilizadores de cadeira de rodas possam navegar com segurança e comunicar com eficiência. O Loro é um dispositivo plug-and-play controlado por um aplicativo que instala em qualquer cadeira de rodas e oferece ao seu ocupante a capacidade de ver e interagir com as pessoas e tudo ao seu redor de maneira muito eficiente. O seu projeto é desenvolvido com uma sócia americana e resulta da mais recente candidatura de uma portuguesa a esta instituição.