Primeira visita oficial de Mariano Jabonero como Secretário-Geral da OEI foi a Portugal

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O Teatro Thalia, por ocasião da abertura do primeiro escritório da Organização de Estados Iberoamericanos em Lisboa, recebeu o mais recente Secretário-Geral da organização, Mariano Jabonero, que sucedeu ao brasileiro Paulo Speller, naquela que foi a sua primeira visita oficial neste cargo.

A cerimónia de abertura, que antecedeu a intervenção de João Costa, Secretário de Estado da Educação, contou com um momento musical, protagonizado pelo octeto vocal Nova Era Vocal Ensemble, dirigidos pelo maestro Bruno Martins.

O Secretário de Estado da Educação começou por sublinhar o papel do humanismo na sociedade, explicando depois que o objectivo de trazer este escritório para Lisboa deve-se ao esforço de estreitar os laços nas relações entre Portugal e a CPLP e a América Latina. Lisboa ser ”um espaço estratégico” e a língua portuguesa poder ter “estatuto reforçado na OEI” foram algumas das expressões utilizadas que reforçam esta ideia. João Costa referiu ainda a candidatura da OEI a observador associado da CPLP, as metas educativas e alguns projectos da Organização de Estados Iberoamericanos.

Ana Paula Laborinho, Diretora do Escritório da OEI em Portugal, reforçou a importância da língua portuguesa nesta parceria. Relembrando que Portugal é membro da Organização dos Estados Iberoamericanos desde 2002, frisou os três eixos pelos quais se rege a acção da OEI: a comunicação, as parcerias institucionais (o Centro Ibero-americano de Segurança Social e a Universidade de Aveiro foram alguns dos exemplos referidos) e as acções, de entre as quais destacou a Carta Cultural Iberoamericana. Estes são os primeiros resultados resultantes da presença da OEI em Portugal.

Seguiu-se a vez de Mariano Jabonero, o mais recente Secretário-Geral da Organização de Estados Iberoamericanos, que apresentou em traços gerais o Plano de Ação da OEI. Mariano Jabonero, que começou o seu discurso dizendo que dedicou toda a sua vida à Educação, abordou o crescimento das línguas portuguesa e espanhola, a contribuição da OEI para a redução da desigualdade e a percentagem do PIB investido na educação na Ibero-América (5,1%), superior a média mundial (4,6%). Outra das temáticas abordadas foi o reforço de uma relação estratégica com a CPLP, assim como as prioridades da Organização nas ciências e na cultura. “Quero que a OEI seja bilingue”, disse garantindo ainda o seu empenho em tornar a Educação na América Latina, mais igualitária e elevando também os índices de qualidade para toda a região.

A intervenção final ficou ao cargo de João Pedro Antunes, em representação de Teresa Ribeiro, Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, que reforçou a importância da presença da OEI em Lisboa, ideia que o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Portugal apoiou “desde a primeira hora”, frisou.