Exposição virtual: Viagens na Terra do Nunca, de Paulo Velosa

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A Casa da América Latina apresenta, no seu site oficial, a exposição virtual Viagens na Terra do Nunca, do fotógrafo Paulo Velosa.

As fotografias retratam realidades vividas na península de Yocatan, no México, testemunhadas na primeira pessoa por Paulo Velosa, e que transmitem uma sensação de ausência de limites temporais e espaciais, que o autor experimentou na terra que outrora os Maias povoaram.

Veja aqui a exposição virtual

Paulo Velosa nasceu em Luanda -Angola, em 1964, mas cresceu em Lisboa. Teve desde cedo apetência pelas artes, nomeadamente arquitetura e fotografia. Estudou fotografia no AR.CO (fotografia anológica) e mais recentemente no IPF – Instituto Português de Fotografia. Formou-se em Arquitetura, na Universidade Técnica de Lisboa, e tirou o mestrado em Architectural Design, na Bartlet School, University College London.

Estudou Artes Decorativas na Fundação Ricardo Espírito Santo Silva. Complementa o gosto pelas artes com o gosto pela aventura e pelas viagens. Em 2005 fez uma viagem com duração de um ano pela América Latina. Esta exposição de fotografia e o Diário que a acompanha revela um breve olhar sobre essa odisseia.

Sinopse da exposição:

A praia, deserta, é muito longa, com uma areia muito clara e fina. É interrompida por rochedos sobre os quais se erguem as ruínas da cidadela fortificada que em tempos os Maias construíram.

A atmosfera é quente, a água do mar morna. Sopra uma brisa fresca e oiço apenas o som do mar e dos pássaros. Estou no México, na península de Yocatan, mais precisamente em Túlum.

Embora tenham decorrido quatro meses desde que parti de Lisboa, a sensação que tenho é que deixei Portugal à uma imensidão de anos, quase como se tivesse partido num século já passado. Cada mês é mais uma etapa da rota delineada há bastante tempo, que me tem levado de uma terra para outra, de cidade para cidade, de país para país. O tempo passa muito rápido, preenchido sempre com uma infindável sucessão de acontecimentos.

Cada dia, mesmo preenchidos com problemas ou contrariedades, é uma recordação que nunca poderei esquecer. Cada dia é mais um dia na terra do Nunca!

Vivo cada dia como se o passado não existisse e o futuro fosse uma ilusão.

A realidade que sinto é apenas este momento em que escrevo nesta praia onde estou. Toda a vastidão do universo estende-se apenas até ao limite da minha visão; o horizonte, o céu, a praia. Tudo o que existiu ou existirá é apenas ficção.

O tempo e o espaço deixam de ter contornos bem definidos, referenciados não por unidades temporais ou métricas, mas pelas dimensões abstratas da perceção.

Viajar na terra do nunca é descobrir esse território interior onde a harmonia entre nós próprios e o universo se estabelece.”

Paulo Velosa