União Europeia retira Panamá da lista de paraísos fiscais

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Os ministros das Finanças da União Europeia retiraram o Panamá e outros sete países da lista negra de paraísos fiscais. Em comunicado, o Conselho da União Europeia informa que os países em causa comprometeram-se a “responder às preocupações expressas pela União Europeia”.

Panamá, a Coreia do Sul, os Emirados Árabes Unidos, a Tunísia, a Mongólia, Macau e as ilhas de Granada e Barbados foram os oito países eliminados, pertencendo agora à “lista cinzenta”, que inclui 55 países alvo de “acompanhamento atento” por parte das instituições europeias. Até ao final do ano 2018, a União Europeia decidirá se estes países regressam à lista negra ou se deixam definitivamente este índice.

“Países e territórios de todo o mundo trabalharam afincadamente para apresentarem compromissos tendo em vista a reforma das suas políticas fiscais. O nosso objetivo é promover a boa governança fiscal à escala mundial”, afirmou o ministro das Finanças da Bulgária, que assume atualmente a presidência rotativa do Conselho Europeu.

A lista negra foi criada em dezembro de 2017, na sequência dos escândalos Luxleaks (2014), Panama Papers (2016) e Paradise Papers (2017). Com esta decisão, apenas nove países permanecem na lista negra da União Europeia: Samoa, Samoa americana, Guam, Bahrein, Ilhas Marshall, Trindade e Tobago, Namíbia, Palau e Santa Lúcia.