Mostra de Cinemas Ibero-Americanos encerra com “La defensa del dragón” da colombiana Natalia Santa

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A Casa da América Latina encerra a Mostra de Cinemas Ibero-Americanos – No escurinho do cinema, com a longa-metragem da colombiana Natalia Santa, La defensa del dragón, a 16 de dezembro, no Cinema São Jorge, em Lisboa. A sessão conta com a presença da realizadora.

A narrativa do filme passa-se no centro de Bogotá, em torno da vida de três velhos amigos que passam os dias entre o lendário clube de xadrez Lasker, o casino e o café La Normanda. Vivem protegidos pelas rotinas, evitando enfrentar os seus falhanços pessoais. O confronto com a realidade vai, contudo, abalar os alicerces das suas vidas sem história. A película foi selecionada para a Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes.

A projeção desta longa-metragem é precedida pela curta “Tierra mojada”, do também colombiano Juan Sebastián Mesa, que foi selecionada para a competição de curtas-metragens do Festival de Veneza. Conta a história de um jovem de 13 anos que tem a sua casa ameaçada pelo projeto de construção de uma barragem hidroelétrica. Ele e os avós, anciões da etnia emberá, abandonam a casa em silêncio.

Mostra de Cinemas Ibero-Americanos – No escurinho do cinema

Associada à Passado e Presente – Capital Ibero-americana de Cultura 2017, a Casa da América Latina organiza a Mostra de Cinemas Ibero-Americanos – No escurinho do cinema, alargando o âmbito da sua habitual Mostra de Cinema da América Latina (que se realiza há sete anos consecutivos) ao espaço ibérico. Prolongando-se por 13 dias, conta com a curadoria de Carlos Nogueira (Portugal) e Teresa Toledo (Cuba), e apresentando o melhor que se faz no cinema ibero-americano independente.

A Mostra incide em particular nas novas vozes (das 30 longas-metragens exibidas, 11 são primeiras obras), em nomes de gerações históricas das cinematografias da região, em documentários de exceção, em obras mais experimentais que integram com sucesso a irrupção das novas tecnologias, não esquecendo filmes que alguns se atrevem já a considerar clássicos modernos.

Através do apelo lúdico à memória coletiva, expressa no título – No escurinho do cinema, a mostra constitui uma oportunidade para refletir sobre a criatividade e a diversidade dos cinema ibero-americano. Os seus cineastas revelam a capacidade de absorção e integração das convulsões históricas desta região, bem como uma genuína vontade de questionamento e reinterpretação dos eventos que têm afetado um mundo que partilha muito mais do que duas línguas comuns.

A programação completa pode ser consultada no site oficial da Mostra de Cinemas Ibero-Americanos 2017.