Colóquio Internacional sobre Jorge Luis Borges na Universidade de Lisboa

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O Colóquio Internacional “Jorge Luis Borges: Poesia e Prosa, Passado e Presente”, organizado no dia 25 de maio pelo Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, contou com apoio da Casa da América Latina.

Sob a coordenação de Ângela Fernandes, Isabel Araújo Branco e Magdalena López, o programa do colóquio inaugurou com a contribuição de Sergio Delgado, Professor da Universidade Paris-Est Créteil, fazendo um paralelismo entre as obras poéticas de Jorge Luis Borges e Juan L. Ortiz, escritas exatamente no mesmo período, partilhando “secretas simetrias”.

No primeiro painel, Evelyn Fishburn, professora da University College London, comparou, por sua vez, Borges a Cortázar, a partir da análise das suas “posturas ideológicas, mas também as suas marcadas diferenças de estilos literários”. Cristina Almeida Ribeiro, catedrática da Universidade de Lisboa, falou na preferência dos leitores portugueses pela obra em prosa do escritor argentino. Vicente Cervera Salinas, catedrático da Universidade de Murcia, apresentou uma análise ao ensaio “Del Cultos de los Libros”, onde Borges “sintetiza o seu particular cânone de literatura universal.

No segundo painel, Sara Rodrigues de Sousa, professora da Universidade Europeia, abordou a dificuldade na leitura da obra de Jorge Luis Borges a vários níveis, estudando elementos como a “abundância, omissão e falsidade” no cerne de textos de “forte incidência meta-textual”. Gabriel Magalhães, professor da Universidade da Beira Interior, explorou “a violência e absoluto na narrativa breve de Jorge Luis Borges e Eça de Queirós” e Jorge tomás García, investigador pós-doutoral do Instituto de História da Arte (FCSH-UNL) lembrou a criação de “mitos clássicos no universo borgiano”.

O terceiro painel foi aberto por Ângela Fernandes, professora da Universidade de Lisboa, que associou o nome Clarice Lispector ao espectro de associações, num contexto atual em que a “ciência moderna constrói o conhecimento através de um processo metódico de busca e não de súbita perceção”. Sonia Miceli, investigadora do Centro de Estudos Comparatistas da Universidade de Lisboa, abordou o “poeta como etnógrafo”, analisando o poema homónimo do escritor. Fernando Pinto do Amaral, professor da Universidade de Lisboa, falou sobre os desafios à tradução de Borges, revisitando algumas etapas fundamentais da sua obra.

A conferência de encerramento foi apresentada por Alfredo Alonso Estenoz, professor do Luther College e vice-presidente do Centro Borges, aprofundando a poesia política nos anos 60.