Seis obras de Eduardo Galeano editadas em Portugal

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A editora Antígona está a editar seis obras do escritor uruguaio Eduardo Galeano, incluindo a obra As Veias Abertas da América Latina, cuja versão integral foi publicada pela primeira vez em Portugal este mês.

O livro As Veias Abertas da América Latina, obra da qual só tinha sido publicada em Portugal uma versão parcial, foi proibido após a sua edição, em 1971, no Brasil, Chile e Argentina. A edição portuguesa tem tradução de Helena Pitta e prefácio de Júlio Henriques.

“’Bíblia da América Latina’ e símbolo da luta contra a opressão, As Veias Abertas é o relato implacável de cinco séculos de pilhagem de um promissor continente pela Europa e pelos EUA”, afirmou a editora.

Em setembro está prevista a edição de O Livro dos Abraços, também com tradução de Helena Pitta, escrito no exílio e ilustrado pelo próprio autor, reunindo memórias e reflexões “pela pluma de um mestre da narrativa breve”, como explica a Antígona.

O Caçador de Histórias chegará às livrarias em outubro – um livro póstumo, “’livro-testamento’ polido pelo autor até ao fim dos seus dias”. Traduzido por José Colaço Barreiros, inclui textos breves escritos entre 2012 e 2013, sobre Montevideu, os tempos de exílio e Barcelona nos anos de 1970.

Mulheres, traduzido também por José Colaço Barreiros, apresenta algumas das figuras femininas que dedicaram a sua vida á defesa de causas, como foi o caso de Joana d’Arc, Frida Kahlo, Eva Perón ou as mães da Praça de Maio.

Em janeiro de 2018 será publicado Palavras Andantes, obra sobre o tema da viagem, com gravuras de J. Borges, inspirado em lendas urbanas e na mitologia tradicional da América do Sul.

O sexto livro a ser publicado pela Antígona, em março de 2018, Espelhos. Uma História Quase Universal, “é uma história não oficial do mundo, pelo ponto de vista dos que não ficaram na fotografia, dos esquecidos e ignorados: do Jardim do Paraíso à Nova Iorque no século XXI, dos escravos que construíram a Casa Branca às mulheres eclipsadas pela História”.

Eduardo Galeano (Montevideu, Uruguai, 1940)

Jornalista, esteve exilado na década de 70 e começo da década de 80. É autor de uma vasta obra traduzida em mais de vinte línguas. Recebeu o Prémio Casa de las Américas em 1975 e 1978 e o prémio Aloa dos editores dinamarqueses, em 1993. Recebeu ainda os prémios American Book Award (Washington University, USA) em 1989 e Prémio à Liberdade da Cultura, outorgado pela Fundação Lannan, dos Estados Unidos. Faleceu a 13 de abril de 2015, aos 74 anos, em Montevideo.