Cem Anos de Solidão – comemoração dos 50 anos de publicação

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30 de maio
17h30
Casa da América Latina (Av. da Índia 110, Lisboa)
Entrada livre

A Casa da América Latina organiza, em parceria com a TSF e a Fundação José Saramago, um encontro que evoca os 50 anos desde a publicação de Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez.

Transmitido pela TSF a partir da Casa das Galeotas (sede da CAL) terá lugar um debate no qual será evidenciada será evidenciada a importância da obra não só no contexto do realismo mágico como o seu lugar na literatura mundial. Serão lidos e interpretados textos pela Embaixadora da Colômbia em Portugal, Carmenza Jaramillo, pela Presidenta da Fundação José Saramago, Pilar del Rio, e por Manuel Alberto Valente, editor na Dom Quixote à data da publicação da tradução portuguesa. Lerão ainda Debora Merali, Isabel Araújo Branco, entre outros nomes a confirmar. A sessão será moderada por Luisa Mellid Franco.

Cem anos de solidão é a obra mais famosa do Nobel de Literatura colombiano Gabriel García Márquez (1927-2014), sendo considerada também uma das mais importantes da literatura latino-americana. O livro foi publicado pela primeira vez em Buenos Aires, Argentina, em 1967, pela editora Editorial Sudamericana, com uma tiragem inicial de 10.000 exemplares. Desde então já foram vendidos cerca de 50 milhões de exemplares em 35 idiomas distintos, tornando-o num dos textos mais lidos e traduzidos em todo o mundo.

Durante o IV Congresso Internacional da Língua Espanhola, realizado em Cartagena, na Colômbia, em março de 2007, Cem Anos de Solidão foi considerada a segunda obra mais importante de toda a literatura hispânica, ficando apenas atrás de Dom Quixote de la Mancha. Utilizando o estilo conhecido como realismo mágico, Cem Anos de Solidão mantem-se um texto atual e é lido por milhares de leitores.

Gabriel García Márquez (Aracataca, Colômbia, 1927)

O escritor colombiano Gabriel García Márquez ingressou no curso de Direito da Universidade de Bogotá, não o chegando a concluir. Fascinado pela escrita, transferiu-se para a Universidade de Cartagena, onde estudou Jornalismo. Publicou o seu primeiro conto, La Hojarasca, em 1947. No ano seguinte, deu início a uma carreira como jornalista, colaborando com inúmeras publicações sul-americanas. Enviado para Roma como correspondente do jornal El Espectador, em 1954, acabou por permanecer na Europa quando o regime ditatorial colombiano encerrou a redação. Em 1955 publicou o seu primeiro livro, uma coletânea de contos que haviam já aparecido em publicações periódicas. Em 1967 publicou a sua obra mais conhecida, o romance Cem Anos de Solidão, que se tornou num marco do realismo mágico. Entre as mais conhecidas obras do escritor contam-se ainda Crónica de Uma Morte Anunciada e Amor em Tempos de Cólera. Em 1982 foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Literatura. Morreu em 2014, na Cidade do México.

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