Casa da América Latina na Bolsa de Turismo de Lisboa 2017

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A Casa da América Latina, em parceria com a Fundação AIP, esteve presente na 29ª edição da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), que decorreu entre os dias 15 e 19 de março. Esta presença foi complementada pela ligação aos stands da Argentina, Colômbia e Peru, e aos stands autónomos de Cuba, República Dominicana e Brasil.

O stand da Casa da América Latina e Fundação AIP foi visitado por diplomatas chilenos e uruguaios que estiveram disponíveis para reuniões bilaterais, provas de vinhos, demonstrações de Tango com Alejandro Laguna e Joana Ramirez, acompanhados pela fadista Ana Sofia Varela, uma Mostra de artesanato colombiano pelo Con-Pasión Creative Studio, várias degustações gastronómicas com produtos da Venezuela (Restaurante Epa Boarepa), República Dominicana (Restaurante Recuerda Amor) e Colômbia (Alma Latina), um workshop de Pisco, bem como a atuação de artistas como a colombiana Maria Vanedi, o grupo de danças mexicanas “Los Chapulines”, o grupo musical CoPo´s (Colômbia), do dueto Sandra&Ricardo (Venezuela), do grupo Espírito Nativo, e da Academia Danças do Mundo.

Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Uruguai, Cuba

O Embaixador da Argentina em Portugal, Oscar Armando Moscariello, explicou que “a Argentina é um país extenso (em oitavo lugar em termos de território) com vários climas, que abrange toda a presença natural a que o ser humano pode aspirar, complementada por aspetos como a gastronomia e a modernidade das suas cidades, complementada por aspetos como a gastronomia e a modernidade das suas cidades”, para além de partilhar da “amabilidade associada aos portugueses” e estar “repleto de pessoas com vontade de aproveitar bem a vida”.

Já no que toca ao aspeto económico, o diplomata destaca o país como uma das economias mais avançadas do mundo, fazendo parte do G20 e correspondendo a 50% do PIB do Mercosul, “com reservas relevantes de petróleo, prata, ouro, e mais de 50% de terras cultiváveis. É um país que oferece muitas oportunidades para fazer negócios, e isso está a ser estimulado pelas políticas do nosso governo”, afirmou.

Em relação ao Chile, o Cônsul Patricio Cabezas explica que “o turismo mais relevante no Chile é o de aventura. O segundo tipo o “familiar” ou aquele a que temos chamado de “turismo de negócios”, pela segurança, que facilita o estabelecimento de muitas empresas, mas também para que as famílias e amigos dos empresários explorem a oportunidade de visitar o país”.

“A importância de estar presente numa feira como a Bolsa de Turismo de Lisboa é dar a conhecer o país aos portugueses, porque no fundo somos países que temos muita coisa que comum, como é o caso do clima, da gastronomia, de um nível de segurança bom… A única diferença que me parece haver prende-se com a noção de distância que os portugueses têm em relação à América Latina. É verdade que é longe, mas, historicamente, Portugal teve colónias em Angola e Macau, e essa é mais ou menos a mesma distância de Lisboa a Santiago ou Buenos Aires.”, afirmou Patrício, dirigindo-se aos portugueses curiosos em explorar os países latino-americanos.

“A Colômbia tem umas das maiores biodiversidades do mundo. E agora apostamos no chamado «turismo de Paz», oferecendo a possibilidade de visitar locais únicos que antes estavam vedados. A energia, a música e a alegria dos colombianos é algo que se transmite a quem nos visita. Para além da riqueza do património histórico, temos a do o património imaterial e das memórias, que são inesquecíveis”, destacou a Embaixadora da Colômbia em Portugal, Carmenza Jaramillo.

“Colónia de Sacramento e Punta del Leste são excelentes exemplos de como um país mais pequeno pode oferecer tanto aos portugueses. No Uruguai ensina-se o português na escola primária, e sei que no meu país os portugueses se sentem em casa. Contudo, a não existência de voos diretos para a maioria dos países latino-americanos, o custo elevado das viagens, pode inviabilizar a vinda de famílias. Algo que, insisto, deveria mudar. Isso ajudaria muito a economia e o turismo entre Portugal e a região”, referiu Brigida Scaffo, Embaixadora do Uruguai em Portugal.

Lissette Nalvarte, Embaixadora do Peru em Portugal, concorda com o comentário da sua colega diplomata e reforça: “o Peru e Portugal têm muito em comum e muito a aprender com a partilha, e isso só é possível com o conhecimento entre os povos que o turismo proporciona. Pois sem conhecimento, também não há negócios”.

No último dia de Feira, Johana Tablada de la Torre, Embaixadora de Cuba em Portugal, deixou um repto, “com todas as manifestações artísticas, culturais e gastronómicas, a participação dinâmica das comunidades latino-americanas em Portugal que tivemos neste evento, deveríamos manter as ligações e organizar um Festival. Um evento no contexto da Capital Ibero-americana. Não podemos perder este património que testemunhamos estes dias”, alertou.

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