António Colinas recebeu Prémio Reina Sofía de poesia

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O espanhol Antonio Colinas venceu o 25º Prémio Reina Sofía de Poesia Iberoamericana. Atribuído pela Universidade de Salamanca e Património Nacional, o galardão distingue o conjunto da obra poética de um autor vivo que constitua um contributo relevante para o património cultural iberoamericano.

Natural de León, Colinas é poeta, novelista, ensaísta e tradutor. Foi professor de Espanhol nas universidades de Milão e Bérgamo, tendo vivido duas décadas em Ibiza antes de fixar residência em Salamanca. Publicou uma obra variada que recebeu, entre outros galardões, o Prémio Nacional de Literatura de Espanha em 1982. Entre as suas primeira publicações contam-se “Poemas de la tierra y de la sangre” (1969) e “Preludios a una noche total” (1969) e “Junto al lago” (1967). Em 1985 publicou a sua primeira novela, “Un año en el sur: Para una educación estética”, seguindo-se “Larga carta a Francesca” (1986).

Entre as traduções que realizou a partir do italiano contam-se a obra de Giacomo Leopardi e a poesia completa de Salvatore Quasimodo. Publicou em diários como o El País, ABC e El Mundo, e revistas como Revista de Occidente e Cuardernos Hispanoamericanos.

Luis Alberto de Cuenca, membro do júri e grande conhecedor da obra de Colinas, destaca uma vida dedicada em exclusivo à “tarefa de escrever”. “O seu verso nunca peca por falta de ritmo, tem uma sonoridade inigualável”, afirmou no Palácio Real de Madrid aquando da atribuição do prémio ao autor, que, acrescenta, estar “há vários anos” em lista de consideração.

O Prémio Reina Sofía de Poesia Iberoamericana existe desde 1992 e é o maior prémio de poesia de língua espanhola, incluindo também poetas de língua portuguesa como os previamente distinguidos João Cabral de Melo Neto (1994), Nuno Júdice (2013) e Sophia de Mello Breyner (2003).

Entre os galardoados mais recentes destacam-se ainda Ida Vitale (2015), María Victoria Atencia (2014), Ernesto Cardenal (2012), Fina García Marruz (2011), Francisco Brines (2010), José Emilio Pacheco (2009), Pablo García Baena (2008), Blanca Varela (2007), Antonio Gamoneda (2006), Juan Gelman (2005) y José Manuel Caballero Bonald (2004).