Workshop expõe República Dominicana para além do Turismo

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“Nada melhor do que ouvir quem tem pisado o terreno, sobre as oportunidades mas também as dificuldades, para ficarmos com uma perceção bem mais completa e consistente do que podemos encontrar na República Dominicana”, afirmou André Magrinho, da Fundação AIP, durante o workshop “República Dominicana Para além do Turismo: Setores Prioritários” realizado a 5 de maio na FIL – Parque das Nações, no âmbito da Tektónica, Feira Internacional de Construção e Obras Públicas.

A Fundação AIP, a Embaixada da República Dominicana em Lisboa e a Casa da América Latina, reuniram-se com os empresários interessados em investir neste país, que tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho do Grupo ETE, empresa familiar com 80 anos de existência com relações comerciais naquele país e operações no Uruguai e Colômbia.

Pedro Virtuoso e António Jordão partilharam a experiência do grupo que tem como área de atuação as operações portuárias, transportes marítimos e logística. “Fomos em 2012 para a Colômbia fazer a carga de navios de carvão para uma multinacional. Trabalhámos cerca de um ano e meio até o governo ter extinto essa atividade. A oportunidade de ir para a República Dominicana surgiu por existir uma exploração de bauxita (matéria prima do alumínio) que tinha uma grua semelhante à nossa, que se avariou”, explica António Jordão, garantindo ainda que apesar da distância geográfica à capital, a empresa “nunca teve dificuldade em comprar qualquer equipamento. Santo Domingo tem tudo o que necessitamos para trabalhar e viver”.

Este evento teve também por objetivo apresentar a RD Exporta 2016, uma Feira Internacional, multissectorial, que se realiza de 27 a 29 de junho de 2016, em Puerto Sansoucí, Santo Domingo. “A RD Exporta procura ser a maior plataforma de exposição com alcance internacional da oferta exportável da República Dominicana, na qual convergem todas as oportunidades de exportação dos setores da agro-indústria, construção, manufatura, indústria, saúde, beleza, tecnologia, bens culturais e serviços aos compradores internacionais”, explicou Kenia Liranzo Núnez, Ministra Conselheira da Embaixada da República Dominicana.

Cristina Valério, da Casa da América Latina, lembra os regimes de zonas francas, que podem ser um ponto de partida para operar em outros países da região. “Cada empresa deve estudar cuidadosamente as várias alternativas e oportunidades na região e decidir como e onde se quer instalar, de acordo como o objetivos que traçou. E internacionalização à distância ou por e-mail é algo em que não acredito. Tomando como exemplo o grupo ETE, que apenas encontrou uma oportunidade de negócio na República Dominicana por já se encontrar na América Latina, na Colômbia. Conhecer bem as pessoas, a cultura da empresa com quem se vão relacionar é fundamental e já agora a única forma de não ser substituído pela concorrência é mesmo dormir na porta do cliente”, afirmou Cristina Valério da Casa da América Latina.

“Temos regimes de zonas francas mais interessantes do que qualquer país da região do Caribe. Cada caso é um caso. O que fazemos, em primeiro lugar, é explorar todas alternativas com cada uma das empresas e fazer o fato à sua medida”, garantiu ainda Kenia Liranzo Núnez, lembrando ainda que “os funcionários do CEI-RD são altamente qualificados e oferecem todo o apoio às empresas que exploram a possibilidade de investir na República Dominicana”.