Laurentino Gomes na Casa da América Latina

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Apanhado de surpresa. É assim que Laurentino Gomes se sente quando pensa no sucesso de “1808”, “1822” e “1889”, uma trilogia sobre a história do Brasil que o autor passou os últimos oito anos a escrever. No passado dia 20 de Maio, o autor esteve na Casa da América Latina onde apresentou “1889” na companhia de Miguel Real. “Não estava preparado para o sucesso do 1808. Foi um livro que acabou por mudar a minha vida! Saí da revista Veja, onde era jornalista, para de poder dedicar ao próximo livro [1822]”, confessa o autor brasileiro.

Considerado um fenómeno literário no Brasil e em Portugal, Laurentino garante que não tem uma fórmula para o sucesso: “os meus livros não têm receita. Faço muita pesquisa e por isso procuro usar uma linguagem acessível, que permita descodificar o vocabulário mais científico e institucional para o leitor em geral”.

“Ele conta a história a partir das pessoas, com defeitos, dúvidas, hesitações e inseguranças – como qualquer um de nós”, considerou Miguel Real na sua apresentação. “O Laurentino consegue que portugueses e brasileiros se conheçam mutuamente através da partilha de uma história comum”, acrescentou.

Vencedor de seis prémios literários Jabuti e mais de 1,5 milhões de livros vendidos no Brasil, Laurentino é claro quanto à importância desta trilogia, para ele e também para os leitores: “conhecer o passado é essencial para compreender o presente e projectar o futuro”.

Para o futuro, Laurentino Gomes prepara já um novo projecto, desta feita sobre a escravidão e a forma como o continente africano influenciou a formação do Brasil. Para esse livro, o autor brasileiro voltará a Portugal para cumprir um período de investigação.