Exibição de “Café – Um Dedo de Prosa”

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18 de Março
19h00
Casa da América Latina

A Casa da América Latina irá exibir, no dia 18 de Março, às 19h00, o filme de animação “Café – Um Dedo de Prosa”, de Maurício Squarisi, no âmbito do MONSTRA Festival.

O filme conta a história de dois amigos que se encontram numa cafetaria para saborear café arábico e conversar sobre a história do café.

Nascido em Campinas, interior do estado de São Paulo, Brasil, no ano de 1958, Maurício Squarisi trabalhou como artista gráfico em editoras, gráficas, jornais e agências de publicidade. Em 1979 ingressou no Núcleo de Cinema de Animação de Campinas como aluno, e com as experiências em animação tornou-se professor do mesmo núcleo e um dos seus directores. Desde 1986 que promove oficinas de animação por todo o Brasil.

“Quando sou convidado a dar um depoimento sobre o desenho animado “Café – um dedo de prosa”, antes de tudo desejo manifestar minha gratidão. Sou grato a toda a equipe de artistas, profissionais, historiadores, agentes captadores de recursos, patrocinadores, animadores, atrizes, atores, músicos, funcionários dos governos, e atodos que colaboraram para tornar essa obra possível. Mesmo com toda essa colaboração, realizar um filme de animação é bastante trabalhoso.

Embora passar horas, dias, meses e anos debruçado em uma prancheta desenhando seja muito prazeroso, esse tempo também é repleto de ansiedades, incertezas,acertos e erros. O processo desse filme ocorreu de 2009 a 2014: quatro anos de preparação e um ano de produção. Agora estamos na fase de divulgação, que é tão importante quanto a de produção, pois fazemos filmes para nos comunicarmos com outras pessoas e dividirmos nossos sentimentos com elas, por isso prezamos muito as exibições de nossos filmes. É no momento da exibição que o filme se completa.

Então, ter o filme exibido em Lisboa é um privilégio imensurável, é a compensação pelas horas, dias, meses e anos de trabalho solitário na prancheta, e, além da exibição no Cinema São Jorge, que é o templo do cinema de animação, exibir também na Casa da América Latina me mostra que o filme está indo de encontro ao seu verdadeiro público. O que me leva a contar a história do Café é essa influência que sua trajetória tem na vida da minha vila, da minha cidade, do Brasil, de Portugal, e, claro, da América Latina… O que eu mais quero agora é ouvir a opinião das pessoas sobre o filme, suas impressões, o que aprenderam com ele, o que têm a acrescentar, a criticar… Melhor ainda se essas conversas forem em torno de uma boa mesa de café!”

Maurício Squarisi