Sector agro-alimentar chileno debatido no MARL

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[Texto de Cristina Valério, Programadora Económica e Empresarial da CAL]
26 de Novembro de 2014

“A proximidade entre os nossos povos não é de hoje. É uma relação antiga que se pretende reforçar. E fiquei bastante agradado de saber que o primeiro evento de V. Exa. em Portugal é no MARL e em Loures, obrigada pela escolha e acredite que a maioria das empresas portuguesas deste e de outros sectores, seja as sediadas em Loures e em outros locais merecem a sua confiança e distinção”, afirmou Bernardino Soares, presidente da Câmara Municipal de Loures na abertura do encontro sobre como promover negócios com o Chile no sector agro-alimentar, promovido pela Casa da América Latina, a Embaixada do Chile, ProChile- agência governamental para a promoção da exportação de produtos e serviços chilenos e o Mercado Abastecedor da Região de Lisboa.

“A economia chilena caracteriza-se por ser muito competitiva e previsível. As regras do jogo são claras e a segurança jurídica é um ponto de honra. É verdade que Chile e Portugal têm uma longa relação política de luta pela democracia. Contudo, a vinculação política que temos com Portugal, não se traduz ainda numa vinculação económica. E este é um dos meus objectivos enquanto Embaixador, contribuir para estreitar os laços económicos entre os nossos dois países. A Embaixada que dirijo está de portas abertas para os empresários portugueses, administração do MARL e autarcas portugueses e todos aqueles que possam contribuir para a concretização deste propósito. Até porque a experiência dos portugueses na relação com África é fundamental para nós chilenos. Estreitar esta relação é uma estratégia definida pela nossa Presidente da Republica, Michelle Bachelet e os portugueses tem definitivamente uma palavra a dizer sobre este tema” referiu Germán Guerrero, Embaixador do Chile em Portugal.

Enzo Barra, conselheiro económico da Embaixada Chile, esclareceu que neste momento o Chile ocupa o 17º lugar no ranking dos país exportadores de alimentos e bebidas no mundo, mas em 2010 pretende subir para o 10º lugar e só o conseguirá se exportar para África. Chile neste momento o 1º exportador mundial de mirtilos, uvas, ameixas frescas, maçãs desidratadas, trutas, salmão do Pacífico, o 2º exportador mundial de cerejas frescas, ameixas desidratadas, salmão do Atlântico, inulina, ágar-ágar e o 3º exportador mundial de abacates, framboesas congeladas, miolo de noz, passas, pêssegos em conserva e avelãs, também para Portugal. “Mas alguns destes circuitos comerciais têm Espanha com intermediário e é isso que pretendo compreender e alterar. A ligação do importador português deve ser direta com o produtor chileno, sem intermediários”, salientou.

Manuel Évora, administrador da empresa Luís Vicente S.A. explicou ainda que a relação que se pode desenvolver com o Chile pode e deve ser também na troca de conhecimento. A inovação, introduzida neste sector pelo Chile, a investigação que é feita nas universidades faz todo o sentido intercambiar com a comunidade científica portuguesa. No sector da fruta, que é no que trabalho há mais de vinte anos, os portugueses têm tudo a ganhar com a troca de conhecimento e os chilenos também. Pois esta relação só faz sentido se for nos dois sentidos” comentou.

O evento foi reservado a empresas importadoras e distribuidoras do sector agro-alimentar como a Luís Vicente, Masterfruit, Sulmaré, Biofrescos, Tremoceira Estrela da Piedade que já negoceiam com o Chile, dando a conhecer o posicionamento dessas empresas no mercado, apresentando outras oportunidades de negócios no sector e a oferta exportadora deste país.

Apresentação | Sector agro-alimentar chileno
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