“Queremos aumentar a base de clientes no Chile”

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A Belmont Electronics é uma das empresas que participaram no programa Start-Up Chile, uma iniciativa de empreendimento e inovação promovida pelo Governo chileno. A Casa da América Latina falou com Pedro Gray, o CEO da Belmont Electronics, sobre a sua experiência no Chile e os planos da empresa.

Em que medida a Belmont Electronics, que dirige, espelha o interesse e a necessidade crescentes a nível mundial de software electrónico para melhorar a eficiência na gestão – no caso, na gestão de consumos e na segurança?

Os softwares da Belmont Electronics funcionam numa plataforma de “Cloud Computing”, ou seja, alojados em servidores remotos. Desta forma, o cliente não investe em aplicações e utiliza um serviço (SAAS – Software as a Service). Pode assim aceder à sua gestão energética e videovigilância por computador, tablet ou smartphone de qualquer lugar.

Como tem evoluído o negócio da Belmont desde a sua fundação, no mercado interno mas também a nível internacional?

Temos duas empresas: uma portuguesa; a Vigia Sempre, Lda., detentora da marca registada Belmont Electronics, fundada em 2003; e outra chilena, a Belmont Electronics Chile, SpA, criada em 2012. Em Portugal a operação registou um bom crescimento antes da crise económica, pelo que actualmente estamos a envidar mais esforços no mercado chileno exportando tecnologia portuguesa.

Até que ponto a recente entrada no Chile, através do programa Start-Up Chile, revela a importância do tipo de negócio de que a Belmont se ocupa?

Na nossa candidatura ao programa Start Up Chile em 2012 foram seleccionadas 154 empresas num universo de 650 projectos de todo o mundo. O critério de escolha assentou na inovação tecnológica e no contributo para o fomento do empreendedorismo na sociedade chilena. A nossa solução inovadora de eficiência energética e o facto de criarmos uma empresa chilena, bem como termos angariado clientes no Chile, foi prova da importância do negócio da Belmont Electronics.

Quão difícil foi o processo de internacionalização para o Chile, e o que pode essa experiência demonstrar a outras empresas portuguesas sobre o mercado chileno?

O programa Start-Up Chile financiou a constituição da nossa empresa chilena e o facto de ter sido possível trabalhar 6 meses no Chile com alojamento e vencimentos pagos pelo Governo chileno foi uma ajuda significativa. Destaco que já oito empresas portuguesas participaram no programa Start-Up Chile. O essencial para obter clientes no Chile é criar um clima de confiança nos parceiros locais, por isso há que investir principalmente tempo e apostar na qualidade da oferta.

Que planos tem a Belmont para o futuro próximo, quer em Portugal, quer no Chile e na América Latina, mas também a nível internacional?

O nosso foco actual é aumentar a base de clientes no Chile e após uma boa consolidação neste mercado, temos em vista abordar o Peru e a Colômbia.