Embaixador do Panamá incentiva investimento

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A Casa da América Latina publica abaixo um texto enviado pelo Embaixador do Panamá em Portugal, Federico Richa-Humbert.

Desejo por este meio deixar patente o excelente trabalho realizado pela Casa da América Latina, que tem vindo a estreitar as ligações entre Portugal e os países da América Latina através de viagens, reuniões e eventos de grande interesse, de forma a dar a conhecer tudo o que Portugal oferece, com o propósito de incentivar e reforçar os nossos laços políticos, económicos, culturais, etc.

Esta política estratégica enriquece e mostra o empenho dos portugueses, cada vez mais organizados, na procura de mercados emergentes e novos, reforçando a importância e preferência que dão aos países latino-americanos.

Economia do Panamá

A economia do Panamá é uma das economias mais estáveis e pujantes da América. Entre as principais actividades estão nomeadamente os serviços financeiros, turísticos e logísticos, os quais representam 75% do PIB.

Desde 2003 até 2009 observou-se um alto investimento externo e interno, nomeadamente no turismo e na indústria logística. Conforme o Banco Mundial, o FMI e a ONU, o país tem a receita por capital mais elevada da América Central, aproximadamente de 13.090 dólares, e é também o maior exportador e importador a nível regional, conforme o Comité Económico para a América Latina (CEPAL).

O PIB tem mais de 20 anos seguidos de crescimento sustentado. O Panamá depende do seu conjunto de serviços de transporte e logística, orientados para o comércio mundial, cujo epicentro sem dúvida é a sua privilegiada posição geográfica, e onde se encontra o seu melhor estabelecimento: o Canal do Panamá. A ampliação do Canal do Panamá produzirá uma significativa mudança no paradigma do comércio marítimo mundial.

À volta do Canal do Panamá existe um grande conjunto de portos de transbordo de contentores, zonas francas de comércio, caminhos-de-ferro e ainda o grande HUB aéreo de passageiros da América Latina. O investimento no Panamá converteu-se nos últimos anos no principal impulsionador de crescimento do PIB.

Panamá no contexto internacional

A economia do Panamá está baseada na indústria logística, desenvolvida para a principal via de comunicação marítima que existe na América. O Canal do Panamá, zona de passagem para a maioria do transporte marítimo, é o istmo que liga o progresso.

A economia panamiana responde muito mais às necessidades do comércio internacional que à procura interna da sua povoação. Apesar daquilo que possa parecer, o Canal do Panamá não é tão influente no Produto Interno Bruto (PIB), dando trabalho a 1% da povoação activa, e as receitas que obteve o país durante o século XX são aproximadamente equivalentes a 6% do seu PIB.

Factos da economia do Panamá:

a) A sua economia está “dolarizada” e carece de Banco Central.
b) Presença de zonas Francas, como por exemplo a Zona Livre de Colón, a segunda Zona Livre maior do mundo.
c) Panamá tem a maior frota da marinha mercante do mundo (29%).
d) O crescimento do Panamá no anode  2013 foi de 8,5% e em 2014 as previsões são de 7%.
e) Existem 125 multinacionais já com sede no Panamá.
f) O aeroporto Internacional de Tocumen tem uma excepcional interligação com a América e a Europa.

Uma visão do Panamá em relação à sua economia, comércio e benefícios fiscais fazem do país um lugar muito procurado.

Panamá HUB regional de negócios

O Panamá é um país com vocação de serviços, que goza de uma privilegiada posição geográfica, permitindo assim que seja um dos centros logísticos mais importantes do hemisfério Ocidental.

Investir no Panamá. Áreas Económicas Especiais: Ciudad del Saber
A Ciudad del Saber é um parque científico, tecnológico e empresarial situado à beira do Canal do Panamá. Ocupa a área e as instalações da antiga base militar dos Estados Unidos de Clayton, constituindo um excelente exemplo de como transformar um lugar de armamento e treino bélico num centro dedicado à ciência, à tecnologia e à educação. A Ciudad del Saber dirige as suas relações com o Estado Panamiano, mediante o Decreto de Lei 6 de 10 de Fevereiro de 1998.

Atividades permitidas: Científicas, tecnológicas, desenvolvimento humano e culturais.

Incentivos Fiscais:
– Isenção de impostos sobre IRS
– Isenção sobre impostos de importação
– Isenção de ITBMS
– Isenção impostos de imóveis
– Isenção nas transferências para o estrangeiro
– As empresas que produzem bens ou serviços tecnológicos no TIP não pagam impostos directos nem de licença.

Incentivos laborais: Pode-se contratar pessoal internacional que seja necessário para poder gerir a empresa. Existem também vistos especiais para funcionários estrangeiros de empresas sucursais e seus cônjuges e filhos menores.

Importante: Todos os benefícios têm a duração de 25 anos prorrogáveis.

Área económica especial Panamá Pacífico
A área económica especial Panamá Pacífico é uma área designada para produção de bens e serviços de alto valor acrescentado e tecnologia. Está situada na antiga base militar de Howard. Panamá Pacífico funciona mediante a Lei Nº 41 de 2004.

Incentivos fiscais: Isenção de qualquer imposto, taxa, ou qualquer outro imposto de importação sobre qualquer mercadoria, produto, equipa, serviço ou outros bens em geral que entrem em Panamá Pacífico.

Porquê investir no Panamá?
A posição geográfica, a situação no centro do continente americano, com acesso por terra, mar e ar, com um clima tropical todo o ano, livre de situações de desastre natural, com uma economia de serviços aberta, recursos humanos com capacitação, o dólar como moeda corrente, um centro financeiro internacional, plataforma logística internacional de classe mundial, e a estabilidade económica, política e social, são os elementos que fazem do Panamá um lugar ideal para fazer negócios na região.