Futuras parcerias de Portugal com Equador

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“Regresso a Portugal com a missão de manter e estreitar os laços que ligam o Ministro do Desenvolvimento Urbano e Habitação do Equador, Diego Aulestia Valencia, a Portugal. Acredito que mesmo sem Embaixada em Portugal, podemos continuar a trabalhar com entidades públicas e privadas portuguesas, tendo como elo de ligação a Casa da América Latina”, referiu Maria Belén Loor, assessora de Aulestía, de visita a Portugal no dia 5 de Maio passado.

O Director do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Grandão Lopes, manifestou interesse em estabelecer um memorando de entendimento que permita a cooperação entre técnicos dos dois países nas áreas da habitação e reabilitação urbana, as duas áreas de enfoque da visita. “Portugal tem uma vasta experiência nestas e noutras áreas técnicas e estou certo que poderemos estabelecer várias frentes de trabalho, seja a um nível mais teórico apoiando na elaboração ou análise da legislação nas diferentes vertentes da construção, seja no apoio a projectos específicos. O LNEC tem técnicos e investigadores altamente qualificados nas áreas solicitadas ou a solicitar pelo Ministério equatoriano”, reforçou.

Maria Belén Loor reuniu também com João Appleton, do atelier A2P. O encontro permitiu a troca de informações sobre a componente privada da reabilitação urbana, seja de edifícios históricos, seja de edifícios comuns, das patologias inerentes ao envelhecimento dos edifícios e, em geral, a reabilitação urbana sob várias perspectivas.

A vereadora da Habitação e Desenvolvimento Social da Câmara Municipal de Lisboa, Paula Marques, e a sua directora municipal, Marta Sotto Mayor, sintetizaram a história do trabalho da autarquia no sector da habitação e apresentaram os projectos actuais e futuros da CML na área.

A assessora do Ministro do Desenvolvimento Urbano e Habitação convidou a autarquia a estar presente numa conferência a realizar no próximo mês de Junho no Equador, sobre “viver a cidade, sobre o direito à cidade”, e onde se espera que Lisboa apresente os projectos e boas práticas que a distinguem no contexto europeu e que podem replicar-se no Equador ou em outros países da América Latina.

Para finalizar, Maria Belén apresentou ainda o programa Prometeo, que permitirá receber investigadores e técnicos portugueses no Equador, entre 2 a 12 meses, e desenvolver os projectos conjuntos nestas duas áreas urbanísticas.