Faleceu Gabo, um dos maiores escritores da História

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[El País]Bajo un aguacero extraviado, el 6 de marzo de 1927, nació Gabriel José García Márquez. Hoy, bajo los primeros olores que anuncian lluvia este jueves 17 de abril de 2014, a la edad de 87 años, ha muerto en México DF el periodista colombiano y uno de los más grandes escritores de la literatura universal. Autor de obras clásicas como Cien años de soledad,El amor en los tiempos del cólera, El coronel no tiene quien le escriba, El otoño del patriarca y Crónica de una muerte anunciada,fue el creador de un territorio eterno y maravilloso llamado Macondo.”

[Francisco José Viegas/Público] “[…] Esta estranha coincidência: Úrsula morre numa “quinta-feira santa” tal como Gabriel García Márquez, quarenta e sete anos depois da publicação de Cem Anos de Solidão. A vida que vem nos livros é que é a verdadeira. […] Cem Anos de Solidão, um romance tão definitivo que seria impossível corrigi-lo, cortar-lhe um capítulo, desfazer aquela geometria que Gabriel García Márquez dizia ser o produto de um trabalho solitário e incomunicável. Ou seja, como o próprio diz numa entrevista de 1981, um ano antes do Nobel – na altura da publicação de Crónica de Uma Morte Anunciada –, o autor sente-se “um náufrago no meio do mar”, completamente “sem defesa”. Mas Cem Anos de Solidão é o epicentro dessa agitação: tudo converge para ele e, curiosamente, muitas personagens, histórias e lugares hão-de nascer dele para reaparecerem em novelas, contos, romances posteriores. O mundo tinha nascido. Para mim, tinha nascido naquele Verão de 1976 – dois dias antes do baile anual da minha aldeia e quinze dias antes da data de devolução do livro às estantes da carrinha Citroën da Gulbenkian, que mo tinha emprestado, o que foi uma imprudência de que nunca me arrependi. Como durante a minha primeira viagem à Colômbia, procurando os sinais daqueles personagens que, afinal, já tinham desertado. Restavam sombras, homenagens, sinais, restos de aventura, uma mitologia aprisionada – e a beleza extraordinária do seu mundo.”

[Paris Review]INTERVIEWER: Why do you think One Hundred Years of Solitude clicked so?
GARCÍA MÁRQUEZ: I don’t have the faintest idea, because I’m a very bad critic of my own works. One of the most frequent explanations that I’ve heard is that it is a book about the private lives of the people of Latin America, a book that was written from the inside. That explanation surprises me because in my first attempt to write it the title of the book was going to be The House. I wanted the whole development of the novel to take place inside the house, and anything external would be just in terms of its impact on the house. I later abandoned the title The House, but once the book goes into the town of Macondo it never goes any further. Another explanation I’ve heard is that every reader can make of the characters in the book what he wants and make them his own. I don’t want it to become a film, since the film viewer sees a face that he may not have imagined.”