Embaixadores visitaram Braga e Guimarães em road-show

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Braga recebe visita de embaixadores latino-americanos

A região de Braga foi palco do 4º road-show com embaixadores latino-americanos, que decorreu no dia 9 de Novembro e foi promovido pela Casa da América Latina, a Associação Industrial Portuguesa-Câmara de Comércio e Indústria e a AIP – Feiras e Eventos, tendo como organizador local a AI Minho Associação Empresarial.

A sede da associação empresarial AIMinho foi o local do primeiro encontro dos embaixadores da Argentina, Chile, Cuba, Equador, México, Panamá, República Dominicana e Uruguai com empresários da região, onde lhes foi apresentado o vigor do tecido empresarial minhoto. “Nos grandes sectores industriais, têxteis e vestuário, metalomecânica ou construção, os empresários desta região há muito que apostaram na inovação e procuram a internacionalização como filosofia de estratégia de crescimento das suas empresas” referiu António Marques, presidente da AIMinho.

A sessão continuou com a apresentação das oportunidades de negócios nos oito países representados, disponibilizando-se cada um dos embaixadores para intermediar esse relacionamento com os respetivos governos. Como referiu Jorge Faurie, embaixador da Argentina, “quem está sentado nesta mesa pode representar muito do vosso futuro como empresários. E a nossa presença aqui é um estímulo para que vocês possam entrar nos nossos países como parceiros de negócio e investimento”, salientando que esta oportunidade “pode representar uma grande mais-valia de futuro”.

O presidente da AIMinho, António Marques, dirigindo-se a dezenas de empresários, reforçou esta ideia de aposta na complementaridade das economias entre Portugal e os países da América Latina: “Esta é uma janela de oportunidade para os empresários exportarem, e estou convicto de que os senhores embaixadores podem encontrar nesta região parceiros, investidores e investimentos”.

António Costa, presidente da Casa de América Latina e presidente da Câmara Municipal de Lisboa, apresentou a associação como uma facilitadora de contactos, esclarecendo que este é a quarto road-show da CAL em parceria com a AIP-Câmara de Comércio e Indústria, que percorreu já Santarém, Coimbra e Évora. “Estas iniciativas traduzem-se numa excelente oportunidade para diversificar os mercados de exportações em países com quem temos grande proximidade cultural, geográfica, linguística e até jurídica”. O dirigente da CAL alertou para o papel da CAL enquanto criadora de um canal de ligação com estes países, a partir de um nível regional e através das pequenas e médias empresas. “Mas têm de ser vocês, empresários, a percorrê-lo. Nós não o podemos fazer por vós”.

Agradecendo aos diplomatas, António Marques reforçou as palavras do presidente da CAL, afirmando que “os empresários têm que fazer o trabalho de casa para encontrar e materializar o que mais lhes interessa”.

O Laboratório Internacional Ibérico de Nanotecnologia – INL foi o segundo local de visita em Braga. “Este Laboratório é a vossa casa! Já temos protocolos de cooperação com Argentina, México, Colômbia e Brasil, mas queremos estender a nossa rede a outros os países da América Latina”, comentou emocionado José Rivas Rey, director geral da instituição, enquanto guiava a comitiva pelos diferentes laboratórios da instituição.

O lema do INL é “criar valor a uma nano-escala” e esta é a primeira, e até agora a única, organização de pesquisa totalmente internacional na Europa no domínio da nanociência e da nanotecnologia, referiu o seu director. O INL é o resultado de uma decisão conjunta dos Governos de Portugal e Espanha, datada de 19 de novembro de 2005, na qual se assumiu o compromisso de uma forte e ambiciosa cooperação entre a ciência e a tecnologia para o futuro.

A visita ao grupo empresarial Casais foi a última do dia em Braga. José da Silva Fernandes, presidente do conselho de administração, explicou que “durante mais de meio século de atividade, a Casais ganhou muitas apostas e cortou várias metas, mantendo uma sólida posição no top 10 do setor da construção em Portugal, e está implementada nos mercados da Alemanha, Angola, Bélgica, Brasil, Cabo Verde, Gibraltar, Holanda, Moçambique, Marrocos e Rússia.

Embaixadores visitaram Guimarães, Capital Europeia da Cultura

As organizações culturais, no setor das indústrias criativas, têm adquirido uma crescente importância como recurso para o desenvolvimento social e económico dos países, devendo a Economia Criativa ser entendida como uma das principais estratégias de desenvolvimento para o século XXI.

Foi neste sentido que, depois de Braga, o road-show com embaixadores latino-americanos estendeu-se a Guimarães, Capital Europeia da Cultura, num programa que contou com a participação activa do Presidente da Casa da América Latina e da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, numa organização conjunta da CAL com a Fundação Cidade de Guimarães e o apoio da Câmara Municipal de Guimarães.

Recebidos no Centro Cultural Vila Flor, um espaço de referência da cidade e no panorama cultural nacional, Paulo Cruz, Administrador da Fundação Cidade de Guimarães, apresentou o projeto Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura com base em três dimensões: a primeira, a cidadania e a participação da população – com as frases “eu faço parte”, “tu fazes parte”, “a minha casa é a tua casa” – , que serviram de mote às mais variadas iniciativas, incluindo o próprio logo, redesenhado ao gosto de cada um, num movimento colectivo de adesão e de pertença à cidade; a segunda, a Europa, com a preocupação de se valorizar a diversidade cultural de um espaço e uma identidade comum; e, finalmente, a terceira, a cidade, reabilitada no passado, com a importância da memória histórica, e de futuro, com as infra-estruturas que ficam. Guimarães está hoje dotada de equipamentos com diferentes valências e dimensões que lhe permitem continuar a ser um pólo cultural nacional e internacional, mesmo depois de terminado o ano de 2012. Paulo Cruz chamou ainda a atenção para o papel de monitorização da Universidade do Minho, uma das entidades responsáveis pela execução do projecto.

De seguida, a delegação assistiu ao concerto do guitarrista Bill Frisell que tocou, acompanhado pela projeção, a música criada para o filme de Bill Morrison, The Great Flood, no grande auditório do Centro Cultural Vila Flor completamente cheio, comprovando a vitalidade de um festival cada vez mais internacional e que já vai na sua 21ª edição – o Guimarães Jazz.

No dia seguinte, o encontro com João Serra, Presidente da Fundação Cidade de Guimarães, deu-se na simbólica Fábrica ASA, uma antiga fábrica de lençóis situada num edifício emblemático da arquitetura industrial portuguesa dos anos 60, transformada agora num espaço de sinergias criativas, onde além de espaços expositivos funciona um imenso laboratório de curadoria. Na Fábrica ASA conheceram o projeto Devir Menor – Arquitecturas e Praticas Espaciais Críticas na Ibero-America, apresentado pela curadora Inês Moreira e o produtor Juan Luis Toboso; o programa de Arte e Arquitetura, por Gabriela Vaz Pinheiro; visitaram o projetoReakt – Olhares e Processos e a exposição Edifícios e Vestígios, acompanhados pela curadora Inês Moreira, que revela espaços pós-industriais e os seus vestígios de forma interdisciplinar, através da arte, arquitetura, fotografia, design, som, cinema, engenharia, história, arqueologia, antropologia e etnografia.

O Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, António Magalhães, juntou-se à delegação na Plataforma das Artes e da Criatividade (PAC), onde, na companhia de José Bastos, Director do Centro Cultural Vila Flor, visitou a exposição Para Além da História no Centro Internacional de Arte José de Guimarães. Em organização temática e sob a forma de Atlas, as três coleções reunidas por José de Guimarães (arte tribal africana, arte pré-colombiana e arte arqueológica chinesa) dialogam com obras da autoria do artista, de outros artistas contemporâneos e com objetos do património popular, religioso e arqueológico da região.

A passagem dos embaixadores por Guimarães terminou com um passeio pelo centro histórico, desde o Paço dos Duques de Bragança ao Instituto do Design, numa metáfora entre a importância do passado e a promessa do futuro da cidade. Criado no âmbito do CampUrbis, um projeto que visa a reabilitação urbana e do património construído da Zona de Couros, o Instituto do Design é gerido em parceria entre a Câmara Municipal e a Universidade do Minho. Aberto progressivamente ao tecido económico da cidade e da região, o Instituto é um centro aberto de conhecimento e uma plataforma de comunicação privilegiada entre a indústria e a academia, com vista ao desenvolvimento económico através do design.