Grupo Lena conclui fábrica na Venezuela

Etiquetas: ,
___________________________________________________________________________________

O Governo da Venezuela inaugurou a primeira de duas fábricas de painéis pré-fabricados, a cargo do Grupo Lena, o que permitirá a este grupo construir 14 apartamentos por dia.

A inauguração foi presidida pelo vice-presidente da Venezuela, Elías Jaua, onde se fez acompanhar pelo ministro venezuelano da Habitação, Ricardo Molina, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, o seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, o secretário de Economia de Portugal, Almeida Henriques, entre outros.

Esta fábrica está equipada com a mais recente tecnologia que permite a produção de painéis de concreto, reforçado com aço, afirmou o Ministro da Habitação Ricardo Molina. Esclareceu ainda que, os painéis incorporam no betão as instalações internas e, uma vez fabricados, seguem para a obra para serem montados, estando já preparados para os acabamentos.

Atualmente, a fábrica apoiará a construção do complexo habitacional Ciudad Zamora, em Cúa, a 60 km de Caracas, onde trabalham 70 trabalhadores portugueses e 400 trabalhadores venezuelanos.

Esta primeira fábrica faz parte dos acordos de cooperação bilateral assinados entre a Venezuela e Portugal. O Grupo Lena prevê a construção de 50 mil apartamentos, no âmbito do projecto “Gran Misión Vivienda Venezuela” levado a cabo pelo Governo venezuelano.

“Iniciámos, em maio do ano passado, a construção de uma parte desse contrato, 12 500 casas e duas fábricas que vão, no fundo, dar sequência ao nosso processo produtivo que tem a ver com a produção das habitações através de panéis pré-fabricados”, declarou Joaquim Paulo Conceição, CEO do Grupo Lena. E adiciona que “não é meramente um projeto de construção de moradias, mas também de transferência de tecnologia”, uma vez que o Grupo Lena vai “fazer estas duas fábricas, investir na formação das pessoas da Venezuela para as pôr a produzir e depois, no final do contrato com o grupo português, que é a três anos, as mesmas revertem para o Governo da Venezuela”.

O contrato inicial “previa que os pré-esforçados viessem de Portugal de barco”, mas foi feita uma alteração para fazer a produção na Venezuela, transferindo tecnologia e acelerando muito o processo de construção.

O CEO do Grupo Lena disse ainda ter a expetativa de assinar “mais um contrato que complemente as 12 500 com mais pelo menos outras 12 500″, uma vez que o contrato total da empresa “é de 50 mil”. Frisou ainda que o valor de “cada tranche de 12 500 casas” é de “mil milhões de dólares aproximadamente” (cerca de 782 milhões de euros) e destacou a importância da Venezuela e dos esforços de Portugal para aproximar ambos mercados.